domingo, 2 de setembro de 2012

A BUSCA DA REALIZAÇÃO


(...) A busca da realização pessoal deve iniciar-se na auto-superação, mediante vigorosa auto-análise das necessidades reais relacionadas com as aparentes, aque­las que são dominadoras no ego e não têm valor real, quase nunca ultrapassando exigências e caprichos da imaturidade psicológica. 

(...) Tal sentimento contribui para a análise do proble­ma da sobrevivência, que é o mais importante, ainda não solucionado no inconsciente.


Eis porque é necessário libertar esses conflitos per­turbadores, reprimidos, para que a criança inocente, pura, no sentido psicológico, bem se depreende, volte a viver integralmente.
 Inicia-se, então, o maravilhoso processo de tera­pia para a busca da realização. 

(...) o paciente se transforma no seu próprio terapeuta, no dia-a-dia, por ser quem controlará os sentimentos desordenados e mediante a criativi­dade, começa a substituir o que sente no momento pelo que gostaria de conquistar, transferindo-se de patamar mental-emocional até alcançar a realização pessoal.

Nesse processo, surgem a libertação das tensões musculares, a identificação com o corpo no qual se movimenta e que passa a exercer conscientemente uma função de grande importância no seu comportamento, movendo-se de forma adequada.

A seguir, identifica a necessidade de experimentar prazeres, sem a consciência de culpa que as religiões ortodoxas castradoras lhe impuseram, transferindo-se das províncias da dor — como necessidade de sublima­ção — para o prazer agradável, renovador, que não sub­juga nem produz ansiedade. O simples fato de reco­nhecer a necessidade que tem de experimentar o pra­zer sem culpa, auxilia-o no amor ao corpo, na movi­mentação dos músculos, eliminando as tensões físicas, derivadas daquelas outras de natureza emocional, assim aprendendo a viver integralmente, a conquistar a reali­zação pessoal.



É indispensável também aceitar-se, compreender que os seus sentimentos são resultado das aquisições intelecto-morais do processo evolutivo no qual se en­contra situado. Sem a perfeita compreensão-aceitação dos próprios sentimentos, é muito difícil, senão impro­vável, a conquista da realização. Naturalmente terá que se empenhar para superar os sentimentos depressivos, excessivamente emotivos e perturbadores ou indiferen­tes e frios, de forma que a valorização de si mesmo faça parte do seu esquema de crescimento interior, o que lhe facultará alcançar as metas estabelecidas.
 
Por outro lado, a identificação da própria fragilidade leva-o a uma atitude de humildade perante a vida e a si mesmo, porque percebe que o ser psicológico está profundamente vinculado ao fisiológico e vice-versa. Misturam-se a funções em determinado momento de consciência, quando percebe que algumas tensões mus­culares e diversas dores físicas são conseqüência da­quelas de natureza psicológica, ou por sua vez, estas últimas têm muito a ver com a couraça que restringe os movimentos e os entorpece.

De fundamental importância também a constata­ção e a aceitação da necessidade da humildade, que o ajuda a descobrir-se sem qualquer presunção nem medo dos desafios, enfrentando os fatores existenciais com naturalidade e autoconfiança, não extrapolando o pró­prio valor nem o subestimando. Essa humildade dar-lhe-á forças para ampliar o quadro de relacionamento interpessoal, de auxiliar na fraternidade, percebendo que a sua individualidade não pode viver plena sem a comunidade de que faz parte e deve trabalhá-la para auxiliá—la no seu progresso.


(...) O enunciado, do ponto de vista psicológico, apela para a auto-realização, a penetração no reino dos céus da consciência reta e sem mácula, assinalada pelos ide­ais de dignificação humana.

(...) A busca da realização conduz o indivíduo ao cres­cimento moral e espiritual sem culpa ante as imposi­ções da organização fisiológica, que lhe propõe o pra­zer para a própria sobrevivência e faz parte ativa da realidade social que deve constituir motivo de estímu­lo para a vitória sobre o egoísmo e as paixões perturba­doras.

DIVALDO, D P (1998). Amor, Imbatível Amor ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 1ª edição, LEAL Editora, Pau da Lima, Salvador, BA





«É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer, quando duvidamos de nós mesmos.» (KARDEC, 1956)

1 comentário:

  1. «É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer, quando duvidamos de nós mesmos.» (KARDEC, 1956)

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