(...) A busca da realização pessoal deve iniciar-se na auto-superação, mediante vigorosa auto-análise das necessidades reais relacionadas com as aparentes, aquelas que são dominadoras no ego e não têm valor real, quase nunca ultrapassando exigências e caprichos da imaturidade psicológica.
(...) Tal sentimento contribui para a análise do problema da sobrevivência, que é o mais importante, ainda não solucionado no inconsciente.
Eis porque é
necessário libertar esses conflitos perturbadores, reprimidos, para que a
criança inocente, pura, no sentido psicológico, bem se depreende, volte a viver
integralmente.
Inicia-se, então,
o maravilhoso processo de terapia para a busca da realização.
(...) o
paciente se transforma no seu próprio terapeuta, no dia-a-dia, por ser quem
controlará os sentimentos desordenados e mediante a criatividade, começa a
substituir o que sente no momento pelo que gostaria de conquistar,
transferindo-se de patamar mental-emocional até alcançar a realização pessoal.
Nesse processo,
surgem a libertação das tensões musculares, a identificação com o corpo no qual
se movimenta e que passa a exercer conscientemente uma função de grande
importância no seu comportamento, movendo-se de forma adequada.
A seguir,
identifica a necessidade de experimentar prazeres, sem a consciência de culpa
que as religiões ortodoxas castradoras lhe impuseram, transferindo-se das
províncias da dor — como necessidade de sublimação — para o prazer agradável,
renovador, que não subjuga nem produz ansiedade. O simples fato de reconhecer
a necessidade que tem de experimentar o prazer sem culpa, auxilia-o no amor ao
corpo, na movimentação dos músculos, eliminando as tensões físicas, derivadas
daquelas outras de natureza emocional, assim aprendendo a viver integralmente, a
conquistar a realização pessoal.
É indispensável
também aceitar-se, compreender que os seus sentimentos são resultado das
aquisições intelecto-morais do processo evolutivo no qual se encontra situado.
Sem a perfeita compreensão-aceitação dos próprios sentimentos, é muito difícil,
senão improvável, a conquista da realização. Naturalmente terá que se empenhar
para superar os sentimentos depressivos, excessivamente emotivos e perturbadores
ou indiferentes e frios, de forma que a valorização de si mesmo faça parte do
seu esquema de crescimento interior, o que lhe facultará alcançar as metas
estabelecidas.
Por outro lado, a
identificação da própria fragilidade leva-o a uma atitude de humildade perante
a vida e a si mesmo, porque percebe que o ser psicológico está profundamente
vinculado ao fisiológico e vice-versa. Misturam-se a funções em determinado
momento de consciência, quando percebe que algumas tensões musculares e
diversas dores físicas são conseqüência daquelas de natureza psicológica, ou
por sua vez, estas últimas têm muito a ver com a couraça que restringe os
movimentos e os entorpece.
De fundamental
importância também a constatação e a aceitação da necessidade da humildade, que
o ajuda a descobrir-se sem qualquer presunção nem medo dos desafios,
enfrentando os fatores existenciais com naturalidade e autoconfiança, não
extrapolando o próprio valor nem o subestimando. Essa humildade dar-lhe-á
forças para ampliar o quadro de relacionamento interpessoal, de auxiliar na
fraternidade, percebendo que a sua individualidade não pode viver plena sem a
comunidade de que faz parte e deve trabalhá-la para auxiliá—la no seu
progresso.
(...) O enunciado, do
ponto de vista psicológico, apela para a auto-realização, a penetração
no reino dos céus da consciência reta e sem mácula, assinalada pelos ideais de
dignificação humana.
(...) A busca da
realização conduz o indivíduo ao crescimento moral e espiritual sem culpa ante
as imposições da organização fisiológica, que lhe propõe o prazer para a
própria sobrevivência e faz parte ativa da realidade social que deve constituir
motivo de estímulo para a vitória sobre o egoísmo e as paixões perturbadoras.
DIVALDO, D P (1998). Amor, Imbatível Amor ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 1ª edição, LEAL Editora, Pau da Lima, Salvador, BA
«É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer, quando duvidamos de nós mesmos.» (KARDEC, 1956)




«É certo que, no bom sentido, a confiança nas próprias forças torna-nos capazes de realizar coisas materiais que não podemos fazer, quando duvidamos de nós mesmos.» (KARDEC, 1956)
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