terça-feira, 4 de setembro de 2012

Perturbações do Humor numa visão alternativa

No livro "Amor, Imbatível Amor", Joanna de Ângelis apresenta no capítulo "Doenças da Alma" o tema transtorno do humor, por ela denominado mau humor. 
Infere-se que se trata do humor patológico ou seja do transtorno do humor ou perturbação do humor.


A Mentora de Divaldo P. Franco descreve o humor depressivo e o bipolar. Então vejamos como nos expõe o tema:

"O mau humor, que resulta de distúrbios emocionais profundos ou superficiais, se instala de forma subtil e passa a constituir uma expressão constante no comportamento do indivíduo. Pode apresentar-se com carácter transitório ou tornar-se crónico, convertendo-se em verdadeira doença, que exige tratamento continuado e de longo prazo. (...)

Caracteriza-se o mau humor pela apatia que o indivíduo sente em relação às ocorrências do dia-a-dia, à dificuldade para divertir-se, aos impedimentos psicológicos de atingir metas superiores, de bem desempenhar a função sexual, negando-se à mesma ou atirando-se desordenadamente na busca de satisfações além do limite, mediante mecanismo de fuga em torno da própria problemática Torna-se dessa forma, pessoa solitária, egoísta, amarga. (...)

O oposto, o excesso de humor, também expressa disfunção orgânica, revelando-se em traços da personalidade em forma exagerada de optimismo que não tem qualquer justificação de conduta normal, já que se torna uma euforia, responsável pela alteração do sendo da realidade. Perde-se, nesse estado, o contorno do que é real e passa-se ao exagero, tornando-se irresponsável em relação aos próprios actos, já que tudo entendo como de fácil manejo e definição. Em tal situação, quando irrompe a doença, há uma excitação que conduz o paciente às compras, à agitação, à insónia, com dificuldades de concentração. (...)


A consciência de culpa ínsita no Espírito, impõe-lhe uma conduta mal-humorada, produzindo organicamente fenómenos exteriores, que podem ser diluídos mediante uma alteração na conduta do enfermo, que se deve esforçar, certamente com muito sacrifício, a fim de recuperar-se dos equívocos, encetando novos compromissos edificantes, mediante os quais diminuirá a dívida moral, autolibertando-se do fardo esmagador."
 

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