sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Nós e os espíritos - sofrimento e felicidade

Os Espíritos inferiores sofrem face à compreensão de que estão privados da felicidade concedida aos justos. O Espírito sofre por todo o mal que fez ou do qual foi causador involuntário, por todo o bem que, tendo podido fazer, não o fez, e por todo o mal que resultar do bem que deixou de fazer.


As almas nos vêem mas consideram as nossas aflições de outro ponto de vista, pois sabem que os nossos sofrimentos são úteis para o nosso adiantamento, desde que os suportemos com resignação. Eles se afligem mais com a falta de coragem que nos atrasa do que com os sofrimentos que sabem ser passageiros.

Sofrem face à compreensão de que estão privados da felicidade concedida aos justos. O Espírito sofre por todo o mal que fez ou do qual foi causador involuntário, por todo o bem que, tendo podido fazer, não o fez, e por todo o mal que resultar do bem que deixou de fazer.

As almas nos vêem mas consideram as nossas aflições de outro ponto de vista, pois sabem que os nossos sofrimentos são úteis para o nosso adiantamento, desde que os suportemos com resignação. Eles se afligem mais com a falta de coragem que nos atrasa do que com os sofrimentos que sabem ser passageiros.

Quando estivermos no mundo dos Espíritos, todo o nosso passado estando descoberto, o bem e o mal que tivermos feito serão igualmente conhecidos. Em vão aquele que fez o mal tentará escapar à visão de suas vítimas: sua presença inevitável será para ele um castigo e um remorso incessante, até que tenha expiado os seus erros. O homem de bem, pelo contrário, só encontrará por toda parte olhares amigos e benevolentes.




Quando deixamos de estar vestidos com o corpo físico, ficamos frente a frente conosco mesmo, sem máscaras, sem fingimentos, sem desculpas. E teremos que nos encarar verdadeiramente com nossos acertos e nossos erros. Os acertos serão pontos positivos que nos levarão ao equilíbrio. Os erros serão pontos negativos que nos colocarão em relação direta com suas consequências. Aqui veremos o princípio de causa e efeito, em sua plena manifestação, uma vez que do uso ou abuso que façamos da experiência criamos na própria consciência os créditos e os débitos que nos trarão as alegrias ou as dores.

Excertos retirados do estudo do Livro dos Espíritos postado em www.cvdee.org.br

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O conceito de saúde

Lexicamente, «saúde é o estado do que é são, do que tem as funções orgânicas regulares».

A Organização Mundial de Saúde elucida que a falta de doença não significa necessariamente um estado de saúde, antes, porém, esta resulta da harmonia de três fatores essenciais, a saber: bem-estar psicológico, equilíbrio orgânico e satisfação económica, assim contribuindo para uma situação saudável do indivíduo.

Num período de transição e mudança brusca da escala dos valores convencionais, com a inevitável irrupção dos excessos geradores da anarquia, a saúde tende a ceder espaço a conflitos emocionais, desordens orgânicas e dificuldades econômicas, propiciando o surgimento de patologias complexas no homem.

A sociedade enferma perturba-o, e este, desajustado, piora o estado geral do grupo.

O sentido de dignidade pessoal, nesta situação, é substituído pela astúcia e pelo prazer, proporcionando distonias emocionais que facultam a instalação de enfermidades orgânicas de variada procedência.

Abstraindo-se destas últimas, aquelas que são orginadas por germes, bacilos, vírus e traumatismos, multiplicam-se as de ordem psicológica, que se avolumam nos dias atuais.
 
O homem teima por ignorar-se. Assume atitudes contraditórias, vivendo comportamentos estranhos. Prefere deixar que os acontecimentos tenham curso, às vezes, desastroso, a conduzi-los de forma consciente.

Os dias se sucedem, sem que ele dê-se conta das suas responsabilidades ou frua dos seus benefícios em uma atitude lúcida, perfeitamente compatível com as conquistas contemporâneas.

Surpreendido, no entanto, pela doença e pela morte, desperta assustado, sem haver vivido, estranhando-se a si mesmo e descobrindo tardiamente que não se conhecia. Foi um estranho, durante toda a existência, inclusive, a ele próprio.

A saúde, entretanto, fá-lo participativo, membro atuante do grupo social, desperto e responsável na luta com que se enriquece de beleza e alegria, assumindo posições de vigor e segurança íntima, que lhe constituem prêmio ao esforço desenvolvido.

A falta de saúde, que se generaliza, conduz a mente lúcida a um diagnóstico pessimista, o que não significa ser desesperador.

Em tal situação, por falta de outra alternativa, o homem enfrenta a dificuldade, por ser pensante, e altera o quadro, impulsionado ao avanço, a aceitar os desafios.

Deixa de fugir da sua realidade, descobre-se e trabalha para alcançar etapas mais lúcidas no seu desenvolvimento emocional, pessoal.

Quem se resolve, porém, pela submissão autodestrutiva, não merece o envolvimento respeitoso de que todos são credores diante dos combatentes, porquanto, deixando de investir esforços, abandona a sua dignidade de ser humano e prefere o esfacelamento das suas possibilidades como sendo o seu agradável estado de saúde, certamente patológico.

A saúde produz para o bem e para o progresso da sociedade, sem compaixão pelos mecanismos de evasão e pieguismos comportamentais vigentes.

Realizadora, propele a vida para as suas cumeadas e vitórias, sem parada nas baixadas desanimadoras.

FRANCO, D. P. (1995). O HOMEM INTEGRAL pelo Espírito Joanna de Ângelis. Cap. 5. Doenças contemporâneas. 7ª Edição. pp. 75-77. LEAL Editora, Pau da Lima, Salvador, BA

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A NOSSA VIDA MENTAL



Pensamentos sadios determinam equilíbrio

Nossa vida mental que o campo de nossa consciência desperta na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar.

Vivos e mortos povoam o planeta Terra na condição de habitantes de um imenso edifício de vários andares, em posições horizontais diversas, de acordo com o estado de consciência de cada um, produzindo pensamentos múltiplos que poderão atrair, repelir ou neutralizar.

A mente é o núcleo que transmite de dentro para fora, as impressões da alma e recebe de fora para dentro as sensações da matéria, motivo pelo qual a alma reflecte a sua vontade, o seu desejo, a sua inteligência, a sua memória e a sua imaginação.

O pensamento desloca em torno de nós forças subtis ou campo vibratório, construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com as quais emitimos a nossa actuação ou recebemos a actuação dos outros.
Os pensamentos são ondas de força que poderão alimentar, deprimir, sublimar, arruinar, integrar, induzir e desintegrar, motivos pelos quais quem mais pensa, dando corpo ao que idealiza, mais apto se faz à recepção das correntes mentais invisíveis, nas obras do bem ou do mal.

É por esta razão que quando vivemos e convivemos com criaturas idealistas, operosas, confiantes, optimistas e realizadoras, somos beneficiados, nutridos ou abastecidos de substância mental em grande proporção, favorecendo o nosso trabalho em forma de impulsos e estímulos que a nossa mente recolhe; ao passo que, quando vivemos e convivemos com criaturas desanimadas, pessimistas e amarguradas nosso nível mental ou tónus fica sujeito a depressões e enfermidades.

Todos nós somos afectados pelas vibrações de paisagens, de pessoas e de coisas que nos cercam, e é por esta razão que quando nós não nos habilitamos a conhecimentos mais altos e quando não exercitamos a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, sofremos a imposição do meio onde vivemos e convivemos.

Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros; conversações alimentam conversações, pensamentos ampliam pensamentos e é em função deste princípio que demoramos muito mais conversando com aqueles que se afinam com o nosso modo de ser e de proceder.

Quando estamos pensando, imaginando, desejando ou agindo, seja no Mundo Físico ou no Mundo Espiritual, nossa mente está sintonizada com todos aqueles que pensam, imaginam, desejam ou agem como nós, da mesma forma que a fonte está comandada pela nascente.

Daí a grande necessidade de constante renovação para o bem, orando e vigiando, trabalhando e servindo, aprendendo e amando, para que a nossa vida mental ou vida íntima se ilumine e se aperfeiçoe, se realmente desejamos a companhia dos bons, dos sábios e dos justos, através do intercâmbio mental.

Gibim, R. (S/D). Nossa vida mental. Revista Internacional de Espiritismo

 - O autor, o Professor Ruy Gibim é Presidente do Grupo de Estudos Psíquicos Profª. Anália Franco de Araraquara


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nosso Planeta



Reclama você a cada dia em razão dos incontáveis limites que encontra na Terra, diante dos anseios de amplitude e liberdade que aumenta.
Você costuma lamentar-se pelas condições do planeta, marcado por instintos violentos e por intempéries destruidoras que por aqui predominam, quando você aspira por regiões onde a fraternidade reine e a harmonia das forças telúricas forjem dosséis de profunda tranquilidade para todos.
Você sofre muitas vezes, em virtude de não poder garantir a saúde do corpo ou a longevidade que gostaria, a fim de dar-se a variados trabalhos e a outras actividades com formidável resistência, podendo planificar os tempos venturosos junto àqueles a quem você ama.
No entanto, caso observe com cuidado, perceberá que o nosso mundo terreno não tem por sina apenas os tormentos da alma humana, nem só os flagelos destruidores, tampouco o bafio de pestes e epidemias infelicitadoras. Ele é importante local de trabalho e de aprendizagem para todos.

A Terra é um imenso campo experimental, onde cada espírito aqui instalado tem por dever o aprimoramento de si mesmo, o compromisso com o socorro aos semelhantes em situação de penúria, em qualquer nível.
O nosso mundo, embora as condições limitadoras que o caracterizam, é um corpo abençoado a singrar os espaços siderais, onde explodem coloridos arrebóis, luminosos amanheceres, além de auroras boreais de rara beleza, atestando os cuidados do Criador para com a Sua criatura, aqui matriculada.
Procure atentar mais para o brilho azulado do nosso mundo terreno; dedique-se a prestar atenção às explosões de flores nos jardins, prados e bosques, como tapetes vivos e guirlandas de cambiantes cores para embelezar os ambientes planetários especiais.
É importante que você se integre às belezas do mundo. Ao fazê-lo, você se certificará que todas as dificuldades enfrentadas num planeta como o nosso estão de acordo com as necessidades que carregamos n’alma, fixando a certeza de que valerão bem pouco a sua costumeira lamentação ou suas reclamações sem propósito, emitidas mais por espírito de impaciência do que por outro motivo qualquer.
É no planeta terrestre que você reco0lhe a garoa e as fortes chuvas, o piscar do pirilampo e o brilho solar, o filete na montanha e o mar exuberante.
É aqui que você encontra tanto falenas plenas de cores como cotovias cantantes, sequóias vigorosas e gigantescas como a erva rasteira que atapeta a caminhada humana. Tudo isto fala do amor de Deus em todos sectores da vida no mundo.
Nosso mundo é sublimada escola, onde temos de nos aperfeiçoar, onde devemos assimilar as mais importantes lições que nos farão alcançar o esperado progresso. Assim, não o condene. Não desconsidere as possibilidades tão cantantes e belas que o planeta lhe concede, a fim de que você se renove, se alteie, se ilumine, deixando de valorizar tanto o espectro das dificuldades diversas.
Valorize o seu mundo. Cuide de tudo o que se acha sobre a sua capa: os animais, os vegetais, sem esquecer dos seus irmãos em humanidade. Abençoe os mananciais, purifique o ar e bendiga o esforço de quantos o foram aperfeiçoando para que você o encontrasse como o encontrou agora.

A nossa Terra, enquanto trafega em amplos céus, conduzindo-nos em seu dorso, tem por fim direccionar-nos para os íntimos recônditos do mundo interior, que tem por objecto levar-nos ao contacto com o Criador.
Deste modo, faça o melhor dos seus esforços para que o seu aprendizado, obtido aqui, configure a sua mais fecunda relação com o Pai, que em você se aloja, que por você e por todos nós atira as vagas imensas contra os penhascos e incendeia leitos de estrelas, cujo brilho se projecta sobre nós.
Ame e respeite o seu planeta. A nossa Terra é o campo excelente para que nos felicitemos trabalhando, incansáveis, no seio de Deus.


Meditação: A Terra, consequentemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como carácter comum, o servirem de lugar de auxílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus (cap. III, Item 5 do Evangelho segundo o Espiritismo). 

Teixeira, J R (2000). Para uso diário pelo autor espiritual Joannes. Cap. 1. Nosso Planeta. Editora Fráter. Niteroi,  RJ, Brasil

domingo, 26 de agosto de 2012

Programa Evolutivo


Programa Evolutivo

O delinquente primário, diante das leis humanas, não raro, tem o direito de responder ao processo em clima de liberdade, e, mesmo quando condenado, faz jus a vários recursos que lhe amenizam a pena.
O criminoso renitente, pela circunstância da conduta, encontra-se incurso nas penalidades severas e experimentará o isolamento em educandários de segurança, não fruindo de maior consideração...
Assim também ocorre com o Espírito.
Quando os seus erros e delitos são de pequena monta, reencarna-se sob provações reparadoras, enfrentando as disciplinas que o reeducarão, para depois gozar de paz e de liberdade.
Os calcetas e empedernidos, os refractários ao amor e os que se arrojaram aos despenhadeiros do suicídio, do homicídio, recomeçam, na Terra, encarcerados nas expiações lenificadoras...

 A provação é oportunidade para o Espírito renovar-se. 

A expiação constitui-lhe correctivo severo. 

Provado, o Espírito se sente estimulado a conquistas novas, enquanto resgata os débitos anteriores. 

Expiando, recupera-se e aprende, sem outra alternativa, enjaulado no processo de depuração. 

A provação é solicitada. 

A expiação é imposta.


 Sob prova ou expiação, estás colocado no dispositivo da evolução, de que necessitas, e que é melhor para o teu progresso

 Aplica a razão e o sentimento lúcidos nesse programa evolutivo e ergue-te, da posição em que te encontres, alcançando o triunfo da tua encarnação.


Franco, D. P. (1998). Episódios Diários pelo Espírito Joanna de Ângelis. Cap 2: Programa Evolutivo. Editora LEAL. Salvador, BA