sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Afinal, o que é Cidadania?



Nunca se falou tanto sobre cidadania, em nossa sociedade, com nos últimos anos.  Mas afinal, o que é a cidadania?

Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, “cidadania é a qualidade ou estado do cidadão”, entende-se por cidadão “o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado, ou no desempenho de seus deveres para com este”.

No sentido etimológico da palavra, cidadão deriva da palavra civita, que em latim significa cidade, e que tem seu correlato grego na palavra politikos – aquele que habita na cidade.

No sentido ateniense do termo, cidadania é o direito da pessoa em participar das decisões nos destinos da Cidade através da Ekklesia (reunião dos chamados de dentro para fora) na Ágora (praça pública, onde se agonizava para deliberar sobre decisões de comum acordo). Dentro desta concepção surge a democracia grega, onde somente 10% da população determinava os destinos de toda a Cidade (eram excluídos os escravos, mulheres e artesãos). 

A mídia confunde muito entre o Direito do Cidadão e o Direito da Consumidor, por isso questiono o aspecto ideológico desta confusão intencional.

Vejamos neste quadro sintético uma percepção pessoal sobre como se processa a “evolução” do Ser Humano até o Ser Cidadão.
 
O Ser Humano
O Ser Indivíduo
O Ser Pessoa
O Ser Cidadão
A Dimensão do convívio social.
A dimensão do mercado de trabalho e Consumo.
A Dimensão de encontrar-se no mundo.
A dimensão de intervir na realidade.
O homem tornar-se Ser Humano nas relações de convívio social.
O Ser Humano tornar-se indivíduo quando descobre seu papel e função social.
O Indivíduo torna-se pessoa quanto toma consciência de si mesmo, do outro e do mundo.
A pessoa torna-se cidadão quando intervém na realidade em que vive.
Quem estuda o comportamento do Ser Humano? Seria a antropologia, a história, ou a sociologia?
Quem estuda o comportamento do indivíduo? Seria a Filosofia, a sociologia ou a Psicologia?
Quem estuda o comportamento da pessoa? Seria a Filosofia, a sociologia ou a Psicologia?
Quem estuda o comportamento do cidadão? Seria a Sociologia, a Filosofia ou As ciências políticas?
Quem garante os direitos do Ser Humano? A Declaração Universal do Direitos Humanos.
Quem garante os Direitos do Consumidor? O Código do Consumidor.
Quem garante os Direitos da pessoa? A própria pessoa (amor próprio ou auto-estima).
Quem garante os Direitos do cidadão? (A Constituição e suas leis regulamentares).
Existe realmente uma natureza humana? Teologicamente, afirmamos que existe a uma natureza humana.  Seguindo a corrente existencialista (J.P. Sartre) negamos tal natureza.
Que diferença existe entre o direito do consumidor e o direito do cidadão? Ao Consumidor deve ser dado o direito de propriedade enquanto ao cidadão deve ser dado o direito de acesso
O que significa tornar-se pessoa no nível psicológico e social? A pessoa é o indivíduo que toma consciência de si mesmo (“Tornar-se Pessoa” de Karl Roger)
Como podemos intervir na realidade, modificando as estruturas corruptas e injustas? Quando os direitos do cidadão lhe são oferecidos, e o mesmo passa a exercê-lo, há modificação de comportamento.


© Copyright 2001 - Prof. Vanderlei de Barros Rosas - Professor de Filosofia e Teologia. Bacharel e Licenciado em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil; Pós-graduado em Missiologia pelo Centro Evangélico de Missões; Pós-graduado em educação religiosa pelo Instituto Batista de Educação religiosa.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

get SMART!

Cinco passos para uma meta
Uma meta, qualquer que seja ela, só pode ser assim conceituada quando traçada segundo cinco variáveis: especificidade, mensurabilidade, exequibilidade, relevância e temporalidade


“A fórmula da minha felicidade: um sim, um não, uma linha reta, um objetivo.” (Friedrich Nietzsche) 
Você decide ir ao cinema. Sai de casa e, quando percebe, imerso em seus pensamentos, está fazendo o caminho convencional para ir ao trabalho – que, por sinal, é diametralmente oposto. Depois de enfrentar um belo trânsito, acerta o passo e chega ao shopping. Vasculha os três pisos de estacionamento para obter uma vaga. Logo mais, encontra uma agradável fila para comprar os ingressos. Na boca do caixa descobre que a sessão está esgotada. A próxima, somente em duas horas e quinze minutos.
Impossível? Improvável? Com você não? Pense bem antes de responder. Se você ainda não passou pelo ciclo completo descrito acima, uma boa parte dele já lhe visitou em um final de semana destes. O mal é o mesmo que afeta a profissionais e empresas no mundo corporativo: a ausência de metas definidas.
Vamos partir de um pressuposto. Você sabe o que quer, para onde deseja ir. Se estiver em uma companhia que não lhe agrada, buscará outra. Se estiver disponível, sabe qual o perfil de vaga lhe interessa. Se estiver satisfeito em sua posição atual, almeja alcançar um cargo mais elevado. 
Uma meta, qualquer seja ela, só pode ser assim conceituada quando traçada segundo cinco variáveis. A primeira delas é a especificidade. Seu objetivo deve ser muito bem definido. Assim, é inútil declamar aos quatro cantos do mundo: “Quero trabalhar na multinacional ABC Ltda.”. Desculpe-me pela franqueza, mas acho que você não será contratado a menos que pense: “Vou trabalhar como gerente comercial, na divisão alfa, da companhia ABC Ltda., atuando na coordenação e desenvolvimento de equipes de vendas para a região sul”. Em outras palavras, quanto mais específica for a definição de seu propósito, mais direcionado estará seu caminho.
A segunda variável é a mensurabilidade. Sua meta deve ser quantificável, tornando-se objetiva, palpável. Em nosso exemplo anterior, você teria que definir, por exemplo, a faixa de remuneração desejada. Outra situação bem ilustrativa desta variável é a aquisição de bens materiais. “Pretendo comprar um carro”, é um desejo. “Vou comprar um veículo da marca XYZ, modelo beta, com motor 2.0, dotado dos seguintes opcionais (relacioná-los) e com valor estimado de R$ 30.000,00”, é uma quase-meta.
A próxima variável é a exequibilidade. Uma meta tem que ser alcançável, possível, viável. Voltando ao exemplo inicial, o objetivo de integrar o quadro da companhia ABC como gerente comercial não será alcançável se você tiver uma formação acadêmica deficiente, experiência profissional incompatível com o perfil do cargo e dificuldades de relacionamento interpessoal.
Chegamos à relevância. A meta tem que ser importante, significativa, desafiadora. Você decide como meta anual elevar a faturação do seu departamento em 5% acima da inflação. Entretanto, seu mercado está aquecido e este foi o índice definido – e atingido – nos últimos dois anos. Logo, é preciso ousadia e coragem para determinar um percentual superior a este, capaz de motivar a equipe em busca do resultado. Lembre-se de que o bom não é bom onde o ótimo é esperado.
Finalmente, o aspeto mais negligenciado: o tempo. Muitas metas são bem específicas, mensuráveis, possíveis e importantes, porém não definidas em um horizonte de tempo. Aquela oportunidade de negócio tem que ser concretizada até uma data limite. Determinada reunião deve ocorrer entre oito e nove horas. Certo filme no cinema sairá de cartaz na sexta-feira próxima.
Por isso, evite procrastinar, nome feio dado à mania de adiar compromissos. Este pode ser um golpe fatal em qualquer meta proposta.

 Artigo de Tom Coelho22 de setembro de 2013 na revista ADM 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A diferença



Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e caneta e assim escreveu:
- Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres.

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes.


O sobrinho fez a seguinte pontuação ao texto:
- Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

A irmã chegou em seguida. Desta forma ele resolveu pontuar assim o escrito:
- Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

O alfaiate pediu a cópia do original. E puxando a brasa à sua sardinha colocou os pontos:
- Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

Eis então que chegaram os descamisados da cidade. Um destes, muito sabido, fez esta interpretação:
- Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.

Assim é a vida. Nós é que colocamos os pontos. E isso faz a  diferença.

(Autor desconhecido)


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O sonho comanda a vida!

Sonha muito? Bem-vindo/a ao clube!



Disseram-me, em jeito jocoso: “Tu sonhas muito!”

O que é sonhar muito? Acho que me queriam dizer que sonho demais.

Não pude deixar de me debruçar sobre estas palavras, que não foram proferidas por qualquer estranho que se cruzara comigo na rua. Foi alguém que conhece bem a minha essência.

As palavras deixadas num trailer do documentário Amin Brakk: As Aventuras de Um Escalador Português (Leopoldo Faria), sugerido por um amigo, tiveram similar impacto e, dando algum do meu tempo ao pensamento, perdi-o na mesma medida que o consumido pelo sonhar muito.

No caminho ocidental entre os sonhos e a realidade. Sempre me disseram que não devemos desistir dos nossos sonhos. São eles que nos movem, que nos dão força, que nos fazem sentir vivos. É tão difícil viver com o peso de algo que não fizemos mas sobretudo é difícil viver com o peso de não termos tentado. Viver com a incerteza do que poderia ter sido, e mesmo quando tentamos o nosso melhor, o resultado é tão incerto.

 O caminho que percorremos tem o tamanho da nossa vontade, do nosso desejo. As dúvidas moldam um pouco daquilo com que sonhamos, levantam questões para as quais não temos resposta. Os nossos sonhos são livre e nós, prisioneiros da nossa vontade. Não é possível ir mais além do que aquilo que estamos dispostos a ir. Não é possível dar mais, do que estamos dispostos a dar. O difícil é descobrir essa barreira, essa linha que nós próprios traçamos nas nossas conquistas.

Quando vencemos e alcançamos os nossos sonhos, percebemos como é efémero e insignificante o que alcançámos e a única coisa que nos conforta, é saber que continuaremos sempre a sonhar
Palavras de escalador mas que podiam ser de qualquer um que enfrenta os seus medos, que procura sair da sua zona de conforto e… que sonha!



Desta forma, assumo a minha preferência por incomodar-me, ao final do dia, com a dificuldade de colocar a vontade acima dos sonhos e não simplesmente com o fato de sonhar. Fixar palavras de quem me chama a atenção para o quão suscetíveis estamos a moldar os nossos sonhos, consoante as questões que levantamos; de quem me lembra do quão incerto é o resultado mesmo quando damos o melhor de nós mesmos.

Sonhar muito? Afinal, só quem sonha um dia mudar o mundo terá a possibilidade de o fazer. Isto é sonhar muito! Eu sonho muito, até demais, mas gosto disso!

Este artigo foi escrito por: Ruben Pimenta Julho 11, 2013 

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Será possível eu conseguir aquilo que desejo?

Como Conseguir Tudo o Que Deseja. A Sério!



Com certeza que gostaria de ser bem-sucedido em tudo o que faz, é claro. Desde a sua carreira, na sua vida pessoal, todos aqueles objetivos que vai traçando ao longo da vida e parecem não ter fim à vista.
Existem sete elementos chave, que operam tanto a nível profissional como pessoal, que o ajudam a conseguir tudo o que pretende. Na sua essência, deverá trabalhar para pôr os outros em primeiro e ser mais dado, acabando por conseguir tudo o que quer.
Aqui estão os sete elementos que o ajudarão a ser extremamente bem-sucedido na sua vida.

Oiça primeiro e nunca deixe de ouvir

Ouvir é a habilidade mais importante nas relações profissionais e pessoais. Ernest Hemingway disse, “Quando as pessoas falam, ouça completamente. A maioria das pessoas nunca ouve.” É triste, mas é verdade: a maioria das pessoas tem a sua própria agenda e cada uma delas está, geralmente, muito ocupada a conversar (ou à espera para falar) em vez de simplesmente ouvir.
Aqui existe um paradoxo: se você, ao contrário da maioria das pessoas, consegue ouvir com empatia, então as pessoas vão gostar de si – e, eventualmente, ajudarão a obter o que deseja.

Ajude os outros

Talvez outro paradoxo, mas funciona: quando quer alguma de alguém, em vez de o pedir, ajude essa pessoa a obter o que ele ou ela quer. Se não sabe o que ele ou ela quer, então pergunte: “Como posso ajudá-lo?
Um vez que muitas pessoas estão apenas concentradas em ajudarem-se a si mesmo, quando você procura ajudar os outros, de forma genuína, a ter sucesso e a atingir os seus objetivos e sonhos, vai acabar por se destacar. E aquelas pessoas que você ajudou de forma tão genuína irão acabar por lutar para o ajudarem a si a ser bem-sucedido, dando tudo o que precisar.
Ajude os outros primeiro, sem esperar nada em troca – e o retorno será enorme.

Seja você mesmo: Autêntico, Transparente e Vulnerável

Oprah Winfrey constatou: “Nunca tive ideia de que ser o meu autêntico eu poderia tornar-me tão rica como me tornei. Se eu soubesse, teria feito isso muito antes.” Profissionais, especialmente aqueles de uma geração mais velha, tendem a passar por alturas difíceis com a autenticidade e transparência no trabalho.
As pessoas, especialmente os homens, tendem a passar por tempos complicados por serem vulneráveis, especialmente com as pessoas que não conhecem bem. Muitos, também, não têm certeza do quanto revelar online, ou no trabalho, ou às pessoas que acabaram de conhecer. Mas, por mais que essas escolhas sejam difíceis, a autenticidade, transparência e vulnerabilidade respiram confiança. E quando as pessoas confiam em si, elas vão fazer qualquer coisa por si. Abra-se para as pessoas e será recompensado.

Diga, não venda

Tão importante como ouvir e ajudar os outros, com o objetivo de obter o que pretende, eventualmente terá de dizer às pessoas do que se trata. Mas ninguém quer ser vendido. Então, se está a tentar vender um produto, serviço ou ideia ou a si mesmo, desista de o fazer.
Em vez de vender, concentre-se em contar uma grande história – cativar o seu público, trazendo à vida o que o futuro reserva, e pintando um grande retrato do que vai acontecer se conseguir obter o que deseja. Quando ficar perito a contar histórias, as pessoas querem fazer parte delas – e querem ajudar os outros a fazer parte dessa história também.

Injete paixão em qualquer interação

A paixão é contagiante, tal como a falta de paixão. Se não é apaixonado pelo que está a falar, porque haveria alguém de se importar? Se quiser algo, deve ser a pessoa mais animada e dedicada da sala. Se não está verdadeiramente apaixonado, então é porque o objetivo não é importante para si.
É verdade que nem toda a gente transborda de energia e é extrovertido, embora essas qualidades possam ajudar a transmitir paixão. Paixão e energia garantiram-me o primeiro emprego no final da faculdade. Mas em última instância, não precisa de trepar paredes para convencer alguém de alguma coisa. Só precisa de revelar a sua verdadeira paixão, da forma mais verdadeira que você é.

Surpreenda e encante os outros

Sabe quando entra num casino e há sempre uma máquina a mostrar que alguém ganhou o jackpot? Isto é o que os psicólogos chamam de recompensas variáveis. Ninguém sabe quando irá ganhar – mas todos têm experiências bastante positiva ao sentirem-se excitados, mesmo quando não ganham nada.
Quando você surpreende e encanta os outros, não só o está a fazer felizes como também lhes está a lembrar que é o tipo de pessoa que os poderá surpreender novamente em breve. Alguns exemplos clássicos: trazer um ramo de flores para casa sem qualquer razão e da-lo à sua esposa; dizer a um cliente que a sua encomenda chegará para a próxima semana e ela é entregue no dia a seguir. Crie surpresas quando as pessoas menos esperam e obterá excelentes resultados.


Utilize as quatro palavras mais importantes dos negócios e da vida

Diga “lamento muito” quando comete um erro e “obrigado” tantas vezes quantas puder. Estas palavras são tão simples mas muitas vezes as pessoas ignoram a importância delas. Toda a gente comete erros e todos sabem disso. Não é quando comete um erro que isso se torna um problema, mas sim quando comete um erro e o orgulho não lhe permite confessar e pedir desculpas. Lembra-se da vulnerabilidade?
Basta dizer “desculpe” e deixar que a outra pessoa aceite as suas desculpas para que possa seguir em frente e, finalmente, obter o que deseja. Por outro lado, a gratidão sincera é uma emoção poderosa para transmitir às outras pessoas e pode abrir muitas portas.
Enviei, todas as manhãs, três cartas de agradecimento escritas à mão. Enviava-as à minha equipa, clientes, fornecedores, mídia e amigos, e não só acho que as pessoas adoravam recebê-las, como o fato de escrever “obrigado” melhorava imediatamente o meu dia. No entanto não se trata de escrever cartas. Trata-se de um apreço profundo e admiração para com as pessoas e o mundo em seu redor.

Autor: Hugo Sousa (2013, 26 de Junho)

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domingo, 8 de fevereiro de 2015

Será que existem pessoas perfeitas?! Ou isso é pre-conceito delas...

Abaixo a cartilha da perfeição!

As pessoas se sentem desconfortáveis em aceitar seus problemas e - para superá-los - acreditam que ao seguirem determinadas receitas e cartilhas serão vencedoras



Basta entrar em qualquer livraria para ser bombardeado por dezenas de títulos que prometem, ao aplicar uma receita básica, conduzi-lo à carreira de sucesso. Em palestras - diversas delas - um discurso simplista e a certeza de que, ao seguir uma cartilha, você será capaz de tudo. Na mídia: dicas, passos e regras sobre como você deve fazer para ser um profissional brilhante, ficar rico ou vencer na vida.

Percebeu? Virou uma constância ininterrupta e até exagerada de informações que buscam impor um comportamento para todos ganharem um quadro de “funcionário do mês” permanente. Estamos na era da ditadura da perfeição da selva corporativa. E, para piorar, muito do que se fala é um emaranhado de fórmulas prontas e receitas de autoajuda que não possuem fundamento. Mas ai daqueles que não a seguirem. Afinal, “você não quer ser o profissional perfeito?”.

Se o exagero parece reinar, a situação agrava quando um grande veículo de comunicação na área de negócios publica dicas para se vestir como um empreendedor de sucesso. Aí, é demais! É a gota d’água. É preciso se posicionar sobre alguns excessos da autoajuda. Como se todos que seguissem essas orientações conseguissem o mesmo resultado. Como colocar uma calça jeans, uma blusa preta e um tênis surrado fosse transformar alguém em Steve Jobs. 

O mito do profissional perfeito deve ser quebrado e existe um aspecto muito importante nesse sentido: o psicológico. As pessoas se sentem desconfortáveis em aceitar seus problemas e para superá-los acreditam que ao seguirem determinadas cartilhas serão vencedores, invencíveis e perfeitos. 

O psiquiatra Steven Berglas, à frente da Escola de Medicina de Harvard, indicou em um recente artigo que esses métodos existe porque as pessoas, em geral, estão sempre buscando maneiras de evoluir, mas querem que isso aconteça de forma rápida e indolor. "Essa necessidade é o ambiente ideal para que os manuais de autoajuda e as consultorias de ‘boteco’, onde o sucesso é atingido em 12 passos simples, se multipliquem”. 

Porém, o consumo desse conteúdo “enlatado”, ao ser interpretado ao pé da letra, pode deixar a pessoa mais frustrada quando ela se dá conta de que não é possível ser tudo aquilo descrito ou quando ela tenta e não consegue o objetivo esperado. A verdade é que o mito do profissional perfeito não é um perigo apenas para as pessoas, mas também para as empresas que se empenham em formar a “equipe perfeita”. 

Quero destacar que não sou contra todos os livros, consultores e cursos oferecidos no mercado. Pelo contrário! Existe muita coisa boa sendo oferecida e que vale o investimento. No entanto, é preciso separar o joio do trigo, identificar os discursos mal embasados e perceber que esse negócio de “profissional perfeito” é tudo balela. 

Uma lista especial

Como o profissional perfeito adora listas, tenho uma para indicar. Na edição 23 da Administradores, a repórter Agatha Justino escreveu brilhantemente uma reportagem sobre o mito do profissional perfeito. A matéria possui uma lista com quatro mitos bem comuns para quem busca atingir esse patamar. Veja abaixo:

Utilização de Jargões de Negócios - Toda área possui os seus jargões, claro. Eles servem para designar operações e facilitar o trabalho dos profissionais. Mas sempre existem os que abusam. Os jargões se tornaram um idioma à parte e quem está fora da área em questão só é entendido por aqueles que pertencem ao mesmo habitat. Essas pessoas adotam esses termos a fim de mostrar mais conhecimento e deixam de lado a autenticidade na forma de falar. Not cool.

Ser líder "desesperadamente" - A história sempre endeusou os líderes e o universo corporativo não poderia ser diferente. Foi criada uma cultura que atribuía a essas figuras o sucesso ou fracasso de uma empresa. Essa estrutura organizacional que coloca o líder como o centro das decisões deverá desaparecer aos poucos. As decisões deverão ser compartilhadas e o trabalho em equipe será a prioridade na gestão.

Ser excessivamente comunicativo - Em uma sociedade obcecada por comunicação, a timidez parecia um defeito capaz de destruir a carreira de um bom profissional. Os extrovertidos pareciam vender melhor, transmitiam mais segurança e simpatia. Entretanto, esse é apenas mais um mito do profissional perfeito. Pesquisas apontam que os tímidos se concentram com mais facilidade, são melhores ouvintes e mais sensatos nos negócios. 


Ser um Workaholic - Você conhece o Ritmo Ultradiano? Esse é um fenômeno também conhecido como ciclo de descanso-atividade básico. Segundo ele, nosso cérebro consegue se concentrar completamente em uma atividade durante 90 minutos. Após esse período, ele se sente sobrecarregado e não funciona na mesma intensidade. O conselho dos cientistas para ser mais produtivo é organizar o seu dia de trabalho com intervalos de 10 minutos a cada 90 minutos de concentração.

artigo de: Fábio Bandeira

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A Mente do Ser Humano

A Mente Humana
"Quem pensa em fracassar,  já fracassou mesmo antes de tentar".
A mente humana grava e executa tudo que lhe é enviado, seja através de palavras,  pensamentos ou actos, seus ou de terceiros, sejam positivos ou negativos, basta que você os aceite.
Essa acção sempre acontecerá, independente se traga ou não resultados positivos para você.
Um cientista de Phoenix - Arizona -  queria provar essa teoria. Precisava de um voluntário que chegasse  às últimas consequências. Conseguiu um em uma penitenciaria.  Era um condenado à morte que seria executado na penitenciária de St Louis no estado de Missouri onde existe pena de morte executada em cadeira eléctrica. 
Propôs a ele o seguinte: ele participaria de uma experiência científica, na qual seria feito um pequeno corte em seu pulso, o suficiente para gotejar o seu sangue até a ultima gota. Ele teria uma chance de sobreviver, caso o sangue coagulasse. Se isso acontecesse, ele seria libertado, caso contrário, ele iria falecer pela perda do sangue, porém, teria uma morte sem sofrimento e sem dor.
O condenado aceitou, pois era preferível do que morrer na cadeira eléctrica e ainda teria uma chance de sobreviver. O condenado foi colocado em uma cama alta, dessas de hospitais e amarram o seu corpo para que não se movesse. 
Fizeram um pequeno corte em seu pulso. Abaixo do pulso, foi colocado uma pequena vasilha de alumínio. Foi dito a ele que ouviria o gotejar de seu sangue na vasilha.  O corte foi superficial e não atingiu nenhuma artéria ou veia,  mas foi o suficiente para ele sentisse que seu pulso fora cortado. Sem que ele soubesse,  debaixo da cama tinha um frasco de soro com uma pequena válvula.  Ao cortarem o pulso,  abriram a válvula do frasco para que ele acreditasse que era o sangue dele que está caindo na vasilha de alumínio. Na verdade, era o soro do frasco que   gotejava. De 10 em 10 minutos, o cientista,  sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco e  o gotejamento diminuía. 

O condenado acreditava que era seu sangue que estava diminuindo. Com o passar do tempo, foi perdendo a cor e ficando cada vez mais pálido. Quando o cientista fechou por completo a válvula, o condenado teve uma parada cardíaca e faleceu,  sem ter perdido sequer uma gota de sangue.
O cientista conseguiu provar que  a mente humana cumpre, ao pé-da-letra, tudo que lhe é enviado e aceito pelo seu hospedeiro, seja positivo ou negativo e que sua acção envolve todo o organismo, quer seja na parte orgânica ou psíquica. 
Essa história é um alerta para filtramos o que enviamos para nossa mente, pois ela não distingue o real da fantasia, o certo do errado, simplesmente grava e cumpre o que lhe é enviado.
"Quem pensa em fracassar,  já fracassou mesmo antes de tentar".
Somos o que pensamos e acreditamos ser. Sonhos também se realizam, basta acreditar.....

Autor desconhecido

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Pode Haver Satisfação Com O Trabalho?

9 Formas Simples Para Aumentar a
Satisfação no Trabalho

As pessoas com maior satisfação no trabalho – e mais produtivas – concentram-se mais no que fazem e não no que têm. Aqui está como eles funcionam na prática.
Imagem de Flickr/J. Star


Muitas pessoas pensam que a felicidade, tanto profissional como pessoal, é baseada numa casa maior, um carro mais bonito, um melhor ordenado. É tudo sobre melhor, mais rápido, mais alto, mais…
No entanto, as pessoas mais felizes concentram-se muito mais no que fazem e não no que têm. Eles vêem um grande resultado como um subproduto maravilhoso de uma jornada pessoal, e não um objetivo principal. Em suma, as suas perspetivas e crenças são diferentes.
Para viver uma vida mais alegre, tente adotar algumas dessas crenças:

1. O melhor sucesso é o sucesso partilhado
Sucesso individual é gratificante.

Conseguir algo com outra pessoa ou uma equipa é incrível. Não só se sente bem consigo mesmo, como também se sentirá bem com as outras pessoas – e cria uma ligação que pode durar uma vida.

E se falhar, falha em conjunto, o que faz com que seja mais fácil superar a falha e tenha suporte para ajudá-lo a tentar novamente.

2. Comparações matam
Não importa o quão bem-sucedido é, haverá sempre alguém mais bem-sucedido. Não importa o quão grande é a sua empresa, haverá sempre mais um grande negócio. A menos que seja a Serene Williams ou o Stephen Hawking ou o Bill Gates, haverá sempre alguém melhor ou mais inteligente ou mais rico.

Para ser feliz, compare-se apenas com a pessoa que era ontem – e com a pessoa que espera tornar-se um dia. Poderá nunca ser o melhor, mas vai ganhar uma satisfação incrível se der o melhor que pode ser.

Isso é tudo o que pode controlar – e tudo o que importante verdadeiramente.

3. Um corpo é uma coisa terrível de desperdiçar
Às vezes, quando você era criança, corria simplesmente pela alegria de correr. Saltou e rebolou, ignorando o que quer que fosse, porque se sentia bem. Sem pensar, usou o seu corpo como uma maneira de comemorar a vida. Agora não o faz. Tente algo para mim. Vá dar uma volta de bicicleta. Ou salte num trampolim. Claro, pode parecer um pouco estranho, ainda assim é divertido. Ou nadar, jogar um jogo, fazer uma longa caminhada.

Poderá ficar um pouco chateado ao reparar que já não é aquela criança que um dia foi, mas também irá descobrir que não é tão velho como pensa.

E aí vai perceber que ainda há uma criança dentro de si. Só essa conclusão vai torná-lo mais feliz e, com o tempo, vai ajudá-lo a ver o mundo e o seu lugar nele de uma forma diferente e melhor.

4. A sorte é a pior coisa a desejar
Porquê? As coisas que você ganha são infinitamente gratificantes.

Se poupou para comprar o seu primeiro carro, sabe exatamente do que estou a falar. Se trabalhou e lutou e poupou e finalmente tem o suficiente para comprar o seu carro, apreciou esse fato. Cuidou dele. Era seu, tanto na prática como emocionalmente.

Se lhe tivesse oferecido um carro, isso teria sido bom – mas você não sentiria fosse o que fosse. (Possivelmente, apenas gratidão.)

Se quer desejar fortemente alguma coisa, deseje pela força e perseverança do que quer atingir. Não espere que a sorte o faça por si; mexa o rabo.

Dessa forma, não só irá apreciar o destino, como irá apreciar o caminho que percorreu.


5. O medo é um sinal claro de vida.
Nada supera o que sente imediatamente após a colocação do medo de lado e dá o mergulho. E esse sentimento perdura por um longo período de tempo. Pense sobre a apresentação que temia fazer; imediatamente após a sua realização,  mesmo que bombardeado por pessoas, você sente uma sensação de alivio e até alegria. Está feito, e conseguiu!
Enfrentar o medo faz com que se sinta vivo. Quando mais vivo se sentir, mais feliz será.
Escolha um pequeno medo e derrote-o. Prometo que se irá sentir incrível. Continue a fazê-lo e com o tempo estará aberto para novas experiências, novas sensações, novos amigos – e uma vida gratificantemente rica.

6. Estupidez e irrelevância fazem a vida girar
Você é incrivelmente focado, sempre dentro do assunto, e implacavelmente eficiente. A sua vida está no auge.
Mas a sua vida também é muito muito chata.

Lembra-se quando era jovem e seguiu uma ideia completamente descabida até à sua conclusão pouco lógica? As viagens pela estrada até nenhures, tentando comer 6 bolachas de água e sal durante um minuto sem beber água, ficar a noite toda acordado só para ver quem adormeceu primeiro. Fala sobre essas histórias há anos.

Faça alguma coisa, apenas uma vez, que já não faz há muito tempo. Fazer uma viagem de 8 horas para ver um concerto. Levantar bem cedo e comprar peixe ainda na doca. Andar ao lado de um polícia numa 6ª feira à noite (esta é, facilmente, a experiência mais fácil para abrir os olhos).

Faça algo que já ninguém pensa fazer. Ou escolha algo que não faz sentido fazer de determinada maneira e faça-o dessa maneira. Vai lembrar-se da experiência para sempre.

A alegria da posse vem e vai. A alegria da experiência, especialmente uma experiência incomum, dura para sempre.

7. Boas pessoas merecem uma recompensa justa
Não desejo que alguém não tenha o reconhecimento que merece. Não se arrependa de não ter um dia em que as pessoas não souberam exatamente como você se sentiu, como se importou, ou como as valorizava.
O ato do reconhecimento é tão gratificante como o de receber. Faça alguém sentir-se bem e você irá sentir-se bem também.
O melhor de tudo, pode fazer qualquer coisa boa para alguém e a alegria que sentir nunca irá diminuir.

8. Valores criam trampolins para as ações
Poucas são as coisas que criam maior trauma e stress do que quando o que fazemos não corresponde ao que nós valorizamos.

Escolha três coisas que mais valoriza. Pode valorizar o orgulho, ou sinceridade, ou a fé, ou a família, ou a cooperação, ou a aventura, ou a camaradagem, ou a humildade, ou a independência – a lista é interminável. Escolha três.

A seguir, determine quanto do seu tempo – e quanto do seu dinheiro – é gasto com esses valores. Quanto mais tempo passar a promover e honrar os seus valores, mais feliz será.

Viva os seus valores e não poderá deixar de ser feliz e mais alegre – porque nesses momentos, você é exatamente o que deseja ser.


9. Subtração cria adição
Toda a gente usa uma armadura: armadura que protege mas com o tempo também destrói.
A armadura que vestimos é primeiramente forjada pelo sucesso. Toda a realização acrescenta uma camada adicional de proteção contra a vulnerabilidade. Na verdade, quando nos sentimos particularmente inseguros, apertamos mais armadura, inconscientemente, para que nos sintamos menos vulneráveis.

Uma armadura protege-nos quando estamos inseguros, hesitantes, ou em desvantagem consciente.
Com o tempo, a armadura incentiva-nos, também, a restringir o nosso foco para as nossas forças para nos sentirmos mais seguros. Quanto mais armaduras juntarmos, mais  podemos esconder as nossas fraquezas e falhas – dos outros e de nós mesmos.

Tire a sua armadura. Pode ser assustador. Mas também é libertador porque depois você começa a ser a pessoa que realmente é e, com o tempo, começa realmente a gostar da pessoa que realmente é. Que é, na verdade, o caminho mais seguro para a felicidade.


(Julho 10, 2013 Hugo Sousa) «http://mexxer.pt/9-formas-mais-feliz-no-trabalho/#sthash.M43gFoAV.dpuf»