sábado, 31 de janeiro de 2015

Podemos Tornar-nos Mais Felizes?

Podemos Tornar-nos Mais Felizes?

Imagem de BBC News

«Podemos tornar-nos mais felizes? De acordo com estudos realizados em todo o mundo e reunidos pelo World Database of Happines, podemos. Mas o caminho para a felicidade pode não estar onde esperamos.

O Prof. Ruut Veenhoven, Diretor da World Database of Happiness e professor das condições sociais para a felicidade humana na Erasmus University, diz que o seu estudo encontrou uma correlação ligeiramente negativa entre o número de vezes que as pessoas no estudo mencionaram espontaneamente “objetivos” e a sua felicidade.
“Embora seja aceite na generalidade que você precisa de metas para ter uma vida feliz, a evidência é mista. A razão parece ser que as pessoas infelizes estão mais conscientes de seus objetivos, porque procuram mudar sua vida para melhor.”

Embora haja alguma correlação positiva entre ver sentido na vida e ser feliz, os estudos sugerem que esta não é uma condição necessária para a felicidade. Na verdade, os estudos sugerem que levar uma vida ativa tem a correlação mais forte com a felicidade.

Mas a melhor notícia no arquivo da World Happiness Database é que podemos tornar-nos mais felizes, e não apenas através de mudanças externas, como ter mais dinheiro.
“A pesquisa mostrou que podemos tornar-nos mais felizes porque a felicidade muda ao longo do tempo”, diz Veenhoven “, e essas mudanças não são apenas uma questão de melhores circunstâncias, mas de lidar melhor com a vida. Os idosos tendem a ser mais sábios, e por essa razão, mais felizes. ”
Então, o que devemos fazer para nos tornar mais felizes? Os estudos recolhidos pela base-de-dados diz que tende a ser mais feliz se você:
  • Está numa relação de longo prazo;
  • Está ativamente comprometido com política;
  • É ativo no trabalho e no seu tempo livre;
  • Sai para jantar;
  • Tem amizades (embora a felicidade não aumente com o número de amigos que possa ter).
Algumas descobertas surpreendentes:
  • Pessoas que bebem com moderação são mais felizes que as pessoas que não bebem nada;
  • Os homens tendem a ser mais felizes numa sociedade onde as mulheres gozam de igualdade;
  • Quando o consideram com boa aparência, a felicidade aumenta mais nos homens que nas mulheres;
  • Tende a ser mais feliz se acha que está com bom aspeto, ao invés de o ter realmente;
  • Ter filhos reduz os níveis de felicidade, mas a sua felicidade aumentam quando eles crescem e saem de casa.
Tenha em atenção os transportes para o trabalho
Um estudo alemão (por Frey e Stutzer, publicado em 2004) encontrou uma forte ligação entre o tempo gasto em transportes e a satisfação com a vida. Aqueles que passaram uma hora no seu caminho para o trabalho vivem significativamente menos felizes do que aqueles que não fizeram um trajeto equivalente.


E o estudo sugere que os ganhos de um trabalho que envolve deslocações não compensam o tempo perdido. O Prof. Veenhoven e os seus colegas estão a tentar incentivar as pessoas a fazer mais do que os torna felizes através de um diário que pode ser preencher online. Até agora, já atraiu mais de 20 mil utilizadores.

A pensionista Jana Koopman diz que mudou a sua vida, não só porque ele a ajudou a identificar o que a faz feliz, o que a levou a frequentar aulas de pintura, mas porque começou a fazer menos do que não a faz feliz.

“Você pode fazer tudo de forma limpa e amanhã está sujo de novo, então porquê fazer isso? Ou não o faça com tanta freqüência. Eu gosto de ler. Então, agora limito-me a pegar num livro que quero ler e deixo todas as outras coisas. ”

Não se preocupe, porém, se não pode pôr de lado o seu portátil e pegar um livro ou num pincel. Não podemos ser felizes o tempo todo. A pesquisa mostra que a tristeza é útil. Ele atua como um semáforo vermelho para coibir o comportamento negativo.

De acordo com estudos na base-de-dados, é para todos nós vivermos tristes durante 10% do tempo. Veenhoven e os seus colegas começaram a analisar os dados recolhidos no diário online para realizar mais estudos sobre a felicidade.

Até agora, a análise sobre os assumidos workaholics (viciados no trabalho) mostra, talvez sem surpresa, que descontrair após o trabalho com exercício, em vez de uma cerveja no sofá, contribui para uma vida mais feliz. »

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Julho 11, 2013 Hugo Sousa 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

De volta ao Algarve Toastmasters Club com "dois potes"


Após algum tempo fora, voltei à minha atividade enquanto membro do Algarve Toastmasters Club. A ação decorreu num espaço idílico, maravilhoso e cheio de história, o Museu Municipal da Cidade de Faro e, enquadrou-se no âmbito da sessão especial que o Clube desenvolveu no sábado dia 10. 

Na condição de membro do Algarve Toastmasters Clubdesde Abril de 2012. tenho participado nas suas atividades de desenvolvimento de projetos na área da Comunicação e da Liderança
Foi com enorme satisfação que me preparei e apresentei o meu discurso. Contando uma pequena estória indiana procurei mostrar que todos temos pontos positivos e negativos nas nossas vidas e que se desejarmos podemos transformar as fragilidades e limitações humanas em pontos a nosso favor. Ao invés de nos determos sobre os nossos defeitos e nos auto derrotarmos,  temos que aceitá-los como desafios e transformá-los em capacidades a nosso favor, assumindo a liderança de nossas vidas e porque não, também daqueles que estão à nossa volta?
Uma das habilidades mais importantes de um líder é a capacidade de perceber e desenvolver o potencial das pessoas.  Como lideres temos de compreender que compreender que não existe o “saber mais” ou o “saber menos” mas, que existem apenas saberes diferentes”. Como tal não existem aqueles que são portadores de apenas potencialidades, pois também há debilidades em todos e em cada um de nós. Quando as percepcionamos de forma positiva, podemos levá-las a transformarem-se em beleza e prosperidade nas nossas vidas e dos outros.

Todos nós temos limitações em determinadas áreas, em contra-partida somos muito bons em várias outras. Na nossa vida pessoal e na nossa vida em comunidade faz sempre sentido contar com todas as possibilidades, as boas e as menos boas. As boas podem sempre ser melhoradas e, as fraquezas, em vez de nós deitarem abaixo, podem ser encaradas como oportunidades de crescimento pessoal e da equipa.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

atingir objetivos, requer algumas atitudes positivas



Quando propomos realizar os nossos projectos e traçamos os nossos objectivos, quase sempre temos definido em nossa mente e planificados todos os passos e acções que nos irão levar a bom porto. Contudo, não temos todas as respostas de como fazê-lo.
Por isso à medida que prosseguimos o nosso percurso há algumas situações e atitudes que teremos de ter em conta, para que o nosso projecto seja bem-sucedido, eis algumas:

-    Não precisamos de saber tudo para iniciar, não precisamos de ter todas as respostas, a grande parte delas surgem a meio do percurso.

-    Colocar de lado proposta que atentem contra a nossa dignidade, consciência e valores pessoais.

-    Não ter medo de optar por diferentes soluções das idealizadas no projecto original.

-   Somos os atores das nossas vidas e também somos nós quem define o guião desse filme. É preciso agir e não se comportar como espectadora da nossa própria peça.

-    Quem eu quero nessa viagem, tem de ser bem claro. Se formos mal acompanhados poderemos entrar em caminhos sem retorno.

-    A taça da glória do nosso não vem de mão beijada nem cai do céu. Muitas vezes as dúvidas e a vontade de não prosseguir surgirão como mau tempo que precisaremos enfrentar. Nunca devemos perder de vista os propósitos que nos conduziram a esta jornada e neles termos as forças para prosseguir na hora da tempestade.

-    As críticas externas e negativas não nos devem nem podem deitar abaixo. Para não levarmos uma vida banal e corriqueira precisamos de fazer escolhas ousadas e contra o fluxo comum.

-    Ter pessoas de sucesso como inspiração. Admirar, copiar, inspirar-se, aprender com os próprios erros e, se for possível, abordar essas pessoas e questioná-las de como fizeram. Procurar uma aprendizagem constante com aqueles que passaram pela mesma jornada e não se detiveram no caminho.

-  Nada de lamentações melancólicas quando nos comparamos com o sucesso alheio. A inveja e autocomiseração e autopiedade são armadilhas onde não se pode cair. Caso a comparação se torne inevitável, ao menos que sirva para nos que seja para encorajar a pensarmos e dizermos a nós mesmos com convicção: eu também sou capaz.

-    Esta vida é demasiado curta para que nos tornemos escravizados pelo medo.

Todos os viajantes sentem medo ao percorrerem terras estranhas. Uns se acovardam e acabam não saindo do próprio quintal. Outros encorajam-se por saberem que, ao ficarem parados, de fato, não correm o risco de viver na mediocridade, porque isso será uma certeza, como dois e dois serem quatro.

Então, deparamo-nos com a hipótese de que entre a certeza da mediocridade e o risco de sair em busca de seu próprio destino há algo muito importante que é completamente pessoal.

Trata-se dessa compreensão e dessa nova percepção de que o risco deixa de constituir um problema, tornando-nos frágeis e, passa a ser encarado como uma possibilidade, tornando-se sim. em uma grande oportunidade de crescimento pessoal.