domingo, 23 de setembro de 2012

LIÇÃO DE VIDA



Tenha sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias
convertem-se em anos... 
Mas o que é importante não muda... a tua força e convicção não têm idade. 
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida. 

Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.
Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotografias
amareladas...
Continue, quando todos esperam que desista. 
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você. Faça com que, em vez de
pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.
Mas nunca, nunca se detenha!

Madre Teresa de Calcutá

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

PERSONALISMO, o que é



“O amor cobre todas as transgressões.”

19. PERSONALISMO

"O egoísmo se funda na importância da personalidade; 
ora, o Espiritismo bem compreendido,  repito-o, faz ver as coisas de tão alto, que o sentimento da personalidade desaparece de alguma forma perante a imensidão. 
Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer ver a personalidade naquilo que de fato ela é, ele combate necessariamente o egoísmo. "

(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Livro Terceiro. Capítulo XII. Perfeição Moral. Parte da resposta à pergunta 917.)

Entre as expressões do egoísmo, vamos encontrar precisamente na grande maioria personalista as diversas formas de comportamento, e mesmo a maneira de ser, caracterizadas pelo estado íntimo de rigidez e de autoconfiança nas ideias ou opiniões próprias. Esses tipos de indivíduos, pelas suas atitudes, acarretam, quase sempre, conturbações no convívio em grupos.
Vejamos alguns dos aspectos reconhecidos nas pessoas predominantemente personalistas:

a)     Suas opiniões ou pontos de vista são sempre os certos e os que devem prevalecer aos dos demais;
b)    As experiências próprias são aquelas que servem de referência a resultados que se discutem com outros, desconsiderando em igual importância as experiências do próximo;
c)     Em sociedades, as suas decisões e iniciativas, quando em cargo de mando, são quase sempre tomadas sem a participação dos demais;
d)     Na condição de subalterno, nega-se à colaboração de um plano ou projecto quando sua ideia ou parecer não é aceito numa escolha em grupo;
e)    Melindra-se na sua auto-importância quando não convidado a participar com destaque nas decisões relativas a empreendimentos do círculo que frequenta, muitas vezes até afastando-se ou ameaçando afastar-se de suas funções;
f)       Sente-se valorizado quando nas funções de comando e dificilmente aceita ser conduzido pela direcção de outrem;
g)    Aborrece-se facilmente quando contrariado nos seus desejos ou ideias;
h)    Num trabalho para obtenção de um resultado comum, acha ou age como se pudesse dispensar a cooperação dos demais integrantes;
i)       A auto-convicção e a determinação nos seus propósitos é obstinada até mesmo quando incompatíveis com a situação do momento e a harmonização pretendida;
j)       Teimosia e birra, revivendo questões ultrapassadas e contendas já superadas, onde sua opinião não foi seguida.

O personalismo tem sido, na humanidade, um factor impeditivo ao entendimento entre as criaturas. As lutas e separatismos são oriundos da inflexibilidade dos homens nas suas ideias e desejos. Dificilmente alguém cede em benefício da concórdia e renuncia aos seus anseios em proveito do bem comum. O egoísmo se manifesta acentuadamente nos tipos personalistas mais endurecidos. Para eles é difícil abrir mão das posições conquistadas e colaborar com espírito de caridade desinteressada.

O personalismo leva à não-aceitação, obscurece qualquer compreensão e impede a cooperação. O individualismo pode resultar do isolamento de alguns do meio comunitário, quer pela posição social, quer pela crença ou ideias políticas, filosóficas ou religiosas que adopte. Esse individualismo pode agrupar homens dentro das mesmas tendências e ideias que lhes são comuns, constituindo, assim, sociedades, castas, seitas, correntes políticas, sociais e religiosas. Ainda desse modo é factor de divisões, separações e contendas.

O personalismo desagrega os grupos, destrói a força de união, enfraquece o espírito de colaboração, incrementa a competição, amplia a luta pela supremacia, leva à discórdia e às querelas, conduz à agressão, aos embates e até a guerras.

Ainda não aprendemos a 'viver num clima de cooperação, de auxílio mútuo, trabalhando juntos e unidos dentro de um objectivo, visando ao bem comum. O espírito de companheirismo, de confraternização, só será alcançado quando aprendermos a renunciar e a nos desprender do exclusivismo individual.

Ainda não entendemos com profundidade que "o saber não é tudo; o importante é fazer e, para fazer, homem nenhum dispensa a colaboração e a boa vontade dos outros".

A importância e a superioridade que queremos dar à nossa participação, algumas vezes no próprio âmbito da tarefa doutrinária, é precisamente reflexo do nosso personalismo, da necessidade de reafirmação e da nossa vaidade. Não seremos nós que avaliaremos os resultados dos nossos trabalhos e aquilataremos a sua importância. O Plano Maior é que terá os meios de pesar os frutos do empreendimento social ou religioso ao nosso alcance, cuja relevância muitas vezes enfatizamos na nossa maneira apaixonada de ver as coisas.

Aquele que varre diariamente o chão, como sua parcela de auxílio, e nessa incumbência coloca todo o seu amor e desprendimento, poderá estar dando muito mais do que aquele que ensina por palavras, escreve páginas brilhantes ou exerce cargos de direcção. Como o personalismo tem prejudicado o avanço da Doutrina de Jesus! O que ainda vemos são as divergências típicas de colocações e de pontos de vista, de posições filosóficas e, em decorrência disso, as divisões, como se animosidades oferecessem algum resultado prático e objectivo. No tocante à Doutrina dos Espíritos, entendemos que a mesma dispensa defensores, zeladores ou guardas-de-honra; ela é verdadeira e evidente por si mesma. No entanto, precisa, sim, dos exemplos dos seus seguidores, para que seja cada vez mais respeitada pelos que não a conhecem. Diz-nos o próprio Codificador: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para dominar suas más inclinações"

Esse ainda é um desafio, e se preferirem, um paradigma que pode muito bem qualificar aqueles que se dizem seus adeptos e que se colocam como seus ardorosos defensores ou líderes, mas que resvalam exactamente nas exacerbações do personalismo, esquecidos de aplicar o esforço próprio no domínio das más inclinações. Só pelos frutos do trabalho conjunto, mais irmanados e menos pretensiosos, portanto menos personalistas, é que valorizamos em conteúdo a nossa parcela de colaboração, porque primeiro precisamos nos amar para juntos nos instruir, como ensina o Espírito de Verdade. (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo VI. O Cristo Consolador. O advento do Espírito de Verdade).
 
Peres, N P (1993). Manual Prático do espírita - Guia para a realização do auto-aprimoramento com base na doutrina dos espíritos. 9ª edição. Editora Pensamento. São Paulo, SP

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Dicas para administrar melhor nosso tempo



      Em qualquer actividade da nossa vida diária precisamos de desempenhar tarefas e naturalmente com elas obter resultados positivos. 
    São estes resultados que nos trazem maior satisfação pessoal e nos dão a capacitação e nos fazem mais fortes porque assim aumentamos a nossa auto-estima e o o conceito que fazemos de nós mesmos.
    Com outputs positivos, a possivelmente nos incentivamos mais e nos conduzimos ao envolvimento em novas “empresas”, sozinhos ou em parceria.


    Planificar as acções e gerir o tempo que precisamos de despender em cada uma delas é não só precioso para um resultado final com sucesso como ainda nos ajuda a disciplinar todos os comportamentos internos ou externos que temos de desenvolver para atingirmos o nosso bem-estar.

    Assim, sugerimos, a fim de estabelecer esta disciplina necessária ao nosso sucesso pessoal, algumas pequenas dicas que nos ajudarão bastante, são elas: 

1. Criar o hábito de diariamente fazer uma lista de todas as atividades desse dia;
2. Priorizar as actividades por ordem de importância;
3. Delegar em outras pessoas algumas actividades quando isso é possível;
4. Não aceitar trabalhos que em rigor não os consigamos executar;
5. Conversar por telefone ou na Internet apenas o necessário;
6. Não fazer várias coisas ao mesmo tempo tendo em conta que algumas não conseguiremos dar-lhe um término;
7. Lembrar-se sempre de que nem todas as tarefas ou situações por resolver são assim tão urgentes.

Tempo é dinheiro, costumam dizer os britânicos e, na realidade têm a sua razão. O tempo é talvez um dos bens mais preciosos de que dispomos, ele é como uma folha em branco onde escrevemos as nossas vidas.


Senão vejamos o que nos eesclareceu Emmanuel através do seu tutelado Chico Xavier na sua passagem pela Terra:

“A existência na Terra é um livro que estás escrevendo...
Cada dia é uma página...
Cada hora é uma afirmação de tua personalidade, através das pessoas e das situações que te buscam. (Reformador – 4/953)”

“Diz o preguiçoso: “amanhã farei”.
Exclama o fraco: “amanhã, terei forças”.
Assevera o delinquente: “amanhã, regenero-me”.
 
 É imperioso reconhecer, porém, que a criatura, adiando o esforço pessoal, não alcançou, ainda, em verdade, a noção real do tempo.
Quem não aproveita a bênção do dia, vive distante da glória do século. (Vinha de Luz)”

terça-feira, 11 de setembro de 2012

apelo às consciências





Morte à demo-mafia!
 Morte ao neofascismo mascarado de ultraliberal!





segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Medo numa visão transpessoal

Decorrente dos referidos fatores sociológicos, das pressões psicológicas, dos
impositivos econômicos, o medo assalta o homem, empurrando-o para a violência
irracional ou amargurando-o em profundos abismos de depressão.






Num contexto social injusto, a insegurança engendra muitos mecanismos de evasão
da realidade, que dilaceram o comportamento humano, anulando, por fim, as
aspirações de beleza, de idealismo, de afetividade da criatura.

Encarcerando-se, cada vez mais, nos receios justificáveis do relacionamento
instável com as demais pessoas, surgem as ilhas individuais e grupais para onde
fogem os indivíduos, na expectativa de equilibrarem-se, sobrevivendo ao tumulto
e à agressividade, assumindo, sem darem-se conta, um comportamento alienado, que
termina por apresentar-se igualmente patológico. (...)


(...) A alucinação generalizada certamente aumenta o medo nos temperamentos frágeis,
nas constituições emocionais de pouca resistência, de começo, no indivíduo,
depois, na sociedade.

Esta é uma sociedade amedrontada.

As gerações anteriores também cultivaram os seus medos de origem atávica e de
receios ocasionais.

O excesso de tecnicismo com a correspondente ausência de solidariedade humana
produziram a avalanche dos receios.

A superpopulação tomando os espaços e a tecnologia reduzindo as distâncias
arrebataram a fictícia segurança individual, que os grupos passaram a controlar,
e as conseqüências da insânia que cresce são imprevistas. (...)


(...) Urge uma revisão de conceitos, uma mudança de conduta, um reestudo da coragem
para a imediata aplicação no organismo social e individual necrosado.
Todavia, é no cerne do ser - o Espírito - que se encontram as causas matrizes
desse inimigo rude da vida, que é o medo.

Os fenômenos fóbicos procedem das experiências passadas - reencarnações
fracassadas - nas quais, a culpa não foi liberada, face ao crime haver
permanecido oculto, ou dissimulado, ou não justiçado, transferindo-se a
consciência faltosa para posterior regularização.

Ocorrências de grande impacto negativo, pavores, urdiduras perversas, homicídios
programados com requintes de crueldade, traições infames sob disfarces de
sorrisos, produziram a atual consciência de culpa, de que padecem muitos
atemorizados de hoje, no inter-relacionamento pessoal.