quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O Relaxamento ajuda na cura de doenças



«Há muito tempo trabalho com relaxamento. Comecei a usar a técnica para melhorar a minha vida pois, afinal de contas, é bom que dê certo com você mesmo para que possa em seguida ser aplicado aos outros. Iniciei sozinha, em casa, com um método de auto-hipnose que me foi ensinado por uma amiga.


Comecei então a ver os resultados: ficava cada dia mais calma, mais centrada, mais senhora de minhas emoções. Estava, na época, com uma crise séria de hipertireoidismo que foi melhorando conforme melhorava meu equilíbrio emocional e energético. Apesar dos protestos médicos dizendo que era impossível uma cura tão rápida, os exames de laboratório provaram que eu estava novamente bem.

Encantei-me com o que havia conseguido e procurei me aprofundar melhor sobre relaxamento. Comecei a fazer vários cursos, aprendendo métodos diferentes, até que me identifiquei com o método que uso hoje com meus clientes, baseado no Treinamento Autógeno do Dr. Shultz.

Trabalho com Cromoterapia e comecei a aplicar o relaxamento aliado à visualização individualmente e em grupo. Os resultados foram maravilhosos.
Fui contestada por muitos. Quando falava perto de algum médico sobre relaxamento recebia de volta um sorriso disfarçado. Não era levada a sério. Mas continuei com meus clientes e meus grupos, tendo obtido, na maioria das vezes, óptimos resultados.

Alguns clientes chegavam até mim com a clássica frase: "eu não consigo relaxar". Ao que eu sempre respondia que relaxamento é só questão de treino. Qualquer pessoa pode relaxar. Se eu havia conseguido qualquer um conseguiria.

Vi, assim, alunos que aprenderam a relaxar e vi outros que desistiram sem tentar com perseverança até o fim. Mas, com certeza, todas as pessoas que passaram pelos meus grupos me ensinaram muito e me trouxeram a certeza de que o relaxamento era um caminho excelente para o equilibro físico e emocional.

Qual não foi a minha surpresa quando, ao ler a "Veja" do dia 24 de maio me deparo com o titulo: "A Cura pela Mente". Lendo o artigo descobri que os médicos estão prescrevendo Yoga, técnicas de Relaxamento, Meditação e Tai Chi Chuan como auxiliar no tratamento de algumas doenças como: doenças cardíacas, hipertensão, depressão, ansiedade, infertilidade, enxaqueca. Inclusive indicavam um livro: "Medicina Espiritual – O Poder Essencial da Cura".

Para mim foi uma alegria muito grande e tive até mesmo uma sensação de vitória. Quer dizer que o método que eu preconizava há tanto tempo e que tinha levado tantas pessoas a encontrar uma melhor qualidade de vida era mesmo bom? Estava sendo indicado por médicos?


Essa conclusão da medicina só me anima a continuar com aquilo que eu já sabia que funcionava. O treino de uma técnica de relaxamento leva ao equilíbrio emocional e ajuda a cura de males no corpo físico. Na minha opinião todas as pessoas devem relaxar. Posso garantir, por experiência própria, que a vida muda, torna-se mais tranquila, mais suave. Se os problemas não mudam, mudamos nós e aprendemos a olhá-los sob nova óptica. O stress diminui e doenças decorrentes também desaparecem, tornando o relaxamento indispensável na vida moderna.

Convido todos vocês a experimentarem. Contem-me depois... 
por Silvia Fávero» 
autor: Silvia Fávero - silviafavero@uol.com.br

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Lide bem com a Arrogância dos Colegas de Trabalho:



 
            "A arrogância vem do orgulho exacerbado, que é observada por meio da altivez no trato com as pessoas. Normalmente o olhar e o tom de voz denunciam a arrogância. Já o prepotente é aquele que se utiliza do poder para se sobressair ou para fazer valer a sua vontade.


              Mas tanto a arrogância quanto a prepotência podem ter a mesma origem: baixa estima. A autoestima é formada pela autoconsciência (conhecimento de si mesmo), autoconfiança, autorrespeito e amor próprio.

              Todos nós temos uma imagem real (o que realmente somos) e uma imagem idealizada (o que gostaríamos de ser). A pessoa orgulhosa demais acaba se apegando na imagem que ela "gostaria de ser" e não na que "realmente é". Talvez porque o que ela realmente é seja algo ruim para ela. Algumas experiências passadas podem ter deixado marcas negativas em sua autoestima, de modo que ela duvida de si mesma, de seu potencial, de sua inteligência e de sua beleza.

               A baixa estima causa sentimentos de menos valia, rejeição, tristeza e angústia, e como é muito ruim lidar com tudo isso, por uma defesa inconsciente, a pessoa se apega à imagem que ela gostaria de ser - alguém melhor, mais sábio e mais inteligente. A arrogância afasta as pessoas, mas para quem tem baixa estima, esse distanciamento é considerado positivo porque traz a ilusão de que, à distância, as pessoas não verão o que ela tanto esconde: ela mesma.

             O medo explica a forma rude que, muitas vezes, o arrogante trata as pessoas. O arrogante só está tentando se defender das próprias fantasias inconscientes e, em muitos casos, a melhor defesa é o ataque. Ao atacar ele só quer se certificar de que as pessoas realmente se manterão à distância, evitando assim o "desmascaramento".

             Não é à toa que a arrogância, vem acompanhada da prepotência, porque o inseguro precisa muito se proteger. Aliás, ele passa a maior parte do tempo pensando em como proteger a imagem criada, a manter as pessoas à distância de forma a não ser desmascarado, e confirmar seu poder impondo que as pessoas façam as suas vontades. O poder, nesses casos, é um grande aliado. E, num momento de defesa, "por que não usar o poder?" – pergunta-se o arrogante temeroso.

            A dificuldade de lidar com o arrogante ocorre porque ele atinge o nosso próprio orgulho. Sim, só se sente ofendido quem também é orgulhoso, e o orgulhoso é mais propenso ao sentimento de orgulho ferido, é mais melindrado, fica mais chateado, e com mais raiva, do que aquele que possui autoestima equilibrada.

            Por isso, seguem algumas dicas para lidar com pessoas arrogantes no trabalho:

1. Mostre que você está lá para ajudá-lo e não para competir;

2. Conquiste a confiança e dê feedbacks sempre que possível: lembre-se que feedback deve ser dado da seguinte forma:

                     Coloque os pontos positivos

                     Informe, baseado em fatos observáveis, o comportamento que a pessoa teve                        as consequências do mesmo, por exemplo, "o fato de ter chamado a nossa 
                     equipe de incompetente durante a reunião, gerou insatisfação geral e isso 
                     teve um impacto negativo no nosso rendimento".

3. Observe a si mesmo e suas reações. Se você se sente ofendido com frequência, perceba se você também não está sendo vítima de seu próprio orgulho. A pessoa com autoestima não se ofende com facilidade porque reconhece seu próprio valor e não toma agressões como sendo pessoais.

             Após saber lidar com o arrogante, vale algumas dicas para não cair na armadilha da arrogância:

1. Desenvolva a autoconsciência: quanto mais a pessoa se conhece melhor é o ajuste entre a "imagem que gostaria de ser" e "o que você realmente é".

2. Desenvolva a autoconfiança: a confiança em si mesmo é desenvolvida pela coerência entre o que se pensa e fala sobre si mesmo e o que realmente se faz. Por exemplo, se ser uma pessoa determinada é algo positivo, você deve conseguir enxergar no dia a dia comportamentos que mostrem que você realmente é uma pessoa determinada.

3. Desenvolva o autorrespeito: conhecer as limitações é importante para saber até onde você aguenta determinada situação e se resguardar de um desgaste maior. Também é importante valorizar e respeitar aspectos positivos de si mesmo.

4. Ame a si mesmo: quem não tem amor por si mesmo, dificilmente terá amor para com o outro. Quem cobra muito de si, irá cobrar muito do outro. Aprenda a perdoar a si mesmo, pois assim será mais fácil tolerar e perdoar as dificuldades alheias."

Meiry Kamia - Palestrante, psicóloga, mestre em Administração de Empresas, consultora organizacional.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Nrcessidade de um Pensamento Complexo

É difícil explicar a complexidade, pois toda e qualquer idéia ou informação possui um sentido em relação a determinada situação e um contexto. Como por exemplo, uma pessoa dizer: “Você fez um bom trabalho hoje”, ela pode estar mesmo fazendo um elogio a outra pessoa ou então está dizendo isso, mas por dentro está com inveja, o que já seria uma mentira. 

 
            Para compreendermos uma situação, não basta apenas utilizar uma palavra, uma informação, mas é necessário ligá-la a um contexto e usar o nosso conhecimento para encaixá-la apropriada e corretamente.
            Pascal dizia que só podemos conhecer as partes se conhecermos o todo em que se situam, e só podemos conhecer o todo se conhecermos as partes que o compõem, o que torna o conhecimento um desafio. Hoje, devido a mundialização, todos os problemas de uma civilização deixaram de ser particulares e tornaram-se mundiais, como o problema de energia, água, ecologia, saúde, etc..
            É necessário hoje que as civilizações tornem-se mundializadas, globalizadas, partir de um problema particular para um mundial e do mundial para o global com o intuito de que, segundo Pascal: “Não posso conhecer o todo se não conhecer particularmente as partes, e não posso conhecer as partes se não conhecer o todo”.
            Devemos partir do princípio de ligar as coisas que nos parecem separadas, dando sentido às mesmas, articulando umas às outras. Um exemplo é o ensino que opta por disciplinas fechadas, que não dão continuidade umas às outras. Conhecemos o homem em parcelas e não como um todo como deveria ser. Se quisermos estudar a essência do homem partimos para a Psicologia, mas se quisermos compreender o seu mecanismo, estudaremos Medicina ou Biologia.
            Presenciamos uma realidade económica, psicológica, mitológica, sociológica, porém estudamos e compreendemos estas realidades separadamente e não uma articulando a outra. Isto pode fazer com que entendamos mais uma parte do que outra, ou entendamos uma parte e fiquemos completamente ignorantes da outra.
            Durante muito tempo a ciência ocidental foi reducionista (conhecimento do todo através de suas partes) e este conceito ignorava um fenómeno importante que pode ser chamado de sistêmico, um conjunto organizado de partes diferentes com qualidades que não existiriam se fossem estudadas separadamente. Isto é chamado por Morin de “emergências”. O homem não pode ser estudado separadamente, apenas pelos elementos que o constituem.
            A sociedade é constituída de interações entre os indivíduos e estas interações formam um conjunto. As sociedades são constituídas de línguas e culturas que transmitem aos sujeitos estas “emergências sociais”, as quais permitem o seu desenvolvimento.


            O ser humano é autônomo, mas esta autonomia depende do meio exterior, ou seja, se necessitamos nos alimentar é porque o nosso organismo está em constante trabalho, necessita de energia para continuar trabalhando e para isso precisa de alimentos. Para ser autônomo dependemos do meio exterior e para adquirirmos um espírito autônomo dependemos da cultura em que estamos inseridos.
           O homem era pensado pela ciência primeiramente do ponto de vista determinista e a autonomia dependia de um ponto de vista metafísico, o qual era necessário estudar excluindo qualquer laço material. Por um lado era uma ciência com dependência e por outro uma filosofia com autonomia, mas isso se dava separadamente. O pensamento complexo deve ligar a autonomia e a dependência.
            A vida é um sistema de reprodução que produz nós indivíduos. Somos produtos da reprodução de nossos pais. Para que este processo permaneça devemos continuar nos reproduzindo e gerando filhos. Somos produtos e produtores da vida. Da mesma maneira somos produtores da sociedade porque sem humanos ela não existiria e ao mesmo tempo somos produtos desta sociedade que traduz leis, normas, regras que seguimos para continuar fazendo parte dela.
            Não somos somente uma pequena parte de um todo, mas este todo está no interior de nós, temos as leis, normas, regras arraigadas em nosso interior. Muitas vezes julgamos a nossa sociedade ou uma sociedade que não seja a nossa pelo nosso ponto de vista, ou seja, o que nós temos em nosso interior e isto não pode ser feito, pois a nossa cultura não é a mesma de outras pessoas, outras sociedades.
            Todos os seres humanos têm a mesma organização genética e têm as mesmas atitudes cerebrais fundamentais por serem afetivos, capazes de sorrir, rir e chorar. Ao mesmo tempo sabemos que algumas culturas inibem o choro e outras o permitem, que o sorriso tem significado diferente entre as diversas culturas. Através da linguagem, foram criadas uma diversidade de culturas.


            O homem, como todos os outros está submetido à morte e ele é o único ser vivo que acredita em uma vida após a morte, que pratica ritos fúnebres, que possui uma mitologia a respeito. A realidade humana por um lado é biológica e por outro mitológica.
            O fato de acreditarmos em Deus ou Deuses, um lado de crenças, mostra que o homem dá vida às suas idéias e estas idéias justificam o nosso comportamento. Tais aspectos são nossos produtores e esta idéias imaginárias e mitológicas são aspecto fundamental da realidade em que vivemos.
            O pensamento complexo faz com que nos deparemos com uma série de problemas fundamentais humanos, que dependem de nossa capacidade de compreender os nossos próprios problemas, para assim poder globalizá-los e entender os problemas universais.

Edgar Morin 

domingo, 23 de setembro de 2012

LIÇÃO DE VIDA



Tenha sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias
convertem-se em anos... 
Mas o que é importante não muda... a tua força e convicção não têm idade. 
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida. 

Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.
Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotografias
amareladas...
Continue, quando todos esperam que desista. 
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você. Faça com que, em vez de
pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.
Mas nunca, nunca se detenha!

Madre Teresa de Calcutá

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

PERSONALISMO, o que é



“O amor cobre todas as transgressões.”

19. PERSONALISMO

"O egoísmo se funda na importância da personalidade; 
ora, o Espiritismo bem compreendido,  repito-o, faz ver as coisas de tão alto, que o sentimento da personalidade desaparece de alguma forma perante a imensidão. 
Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer ver a personalidade naquilo que de fato ela é, ele combate necessariamente o egoísmo. "

(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Livro Terceiro. Capítulo XII. Perfeição Moral. Parte da resposta à pergunta 917.)

Entre as expressões do egoísmo, vamos encontrar precisamente na grande maioria personalista as diversas formas de comportamento, e mesmo a maneira de ser, caracterizadas pelo estado íntimo de rigidez e de autoconfiança nas ideias ou opiniões próprias. Esses tipos de indivíduos, pelas suas atitudes, acarretam, quase sempre, conturbações no convívio em grupos.
Vejamos alguns dos aspectos reconhecidos nas pessoas predominantemente personalistas:

a)     Suas opiniões ou pontos de vista são sempre os certos e os que devem prevalecer aos dos demais;
b)    As experiências próprias são aquelas que servem de referência a resultados que se discutem com outros, desconsiderando em igual importância as experiências do próximo;
c)     Em sociedades, as suas decisões e iniciativas, quando em cargo de mando, são quase sempre tomadas sem a participação dos demais;
d)     Na condição de subalterno, nega-se à colaboração de um plano ou projecto quando sua ideia ou parecer não é aceito numa escolha em grupo;
e)    Melindra-se na sua auto-importância quando não convidado a participar com destaque nas decisões relativas a empreendimentos do círculo que frequenta, muitas vezes até afastando-se ou ameaçando afastar-se de suas funções;
f)       Sente-se valorizado quando nas funções de comando e dificilmente aceita ser conduzido pela direcção de outrem;
g)    Aborrece-se facilmente quando contrariado nos seus desejos ou ideias;
h)    Num trabalho para obtenção de um resultado comum, acha ou age como se pudesse dispensar a cooperação dos demais integrantes;
i)       A auto-convicção e a determinação nos seus propósitos é obstinada até mesmo quando incompatíveis com a situação do momento e a harmonização pretendida;
j)       Teimosia e birra, revivendo questões ultrapassadas e contendas já superadas, onde sua opinião não foi seguida.

O personalismo tem sido, na humanidade, um factor impeditivo ao entendimento entre as criaturas. As lutas e separatismos são oriundos da inflexibilidade dos homens nas suas ideias e desejos. Dificilmente alguém cede em benefício da concórdia e renuncia aos seus anseios em proveito do bem comum. O egoísmo se manifesta acentuadamente nos tipos personalistas mais endurecidos. Para eles é difícil abrir mão das posições conquistadas e colaborar com espírito de caridade desinteressada.

O personalismo leva à não-aceitação, obscurece qualquer compreensão e impede a cooperação. O individualismo pode resultar do isolamento de alguns do meio comunitário, quer pela posição social, quer pela crença ou ideias políticas, filosóficas ou religiosas que adopte. Esse individualismo pode agrupar homens dentro das mesmas tendências e ideias que lhes são comuns, constituindo, assim, sociedades, castas, seitas, correntes políticas, sociais e religiosas. Ainda desse modo é factor de divisões, separações e contendas.

O personalismo desagrega os grupos, destrói a força de união, enfraquece o espírito de colaboração, incrementa a competição, amplia a luta pela supremacia, leva à discórdia e às querelas, conduz à agressão, aos embates e até a guerras.

Ainda não aprendemos a 'viver num clima de cooperação, de auxílio mútuo, trabalhando juntos e unidos dentro de um objectivo, visando ao bem comum. O espírito de companheirismo, de confraternização, só será alcançado quando aprendermos a renunciar e a nos desprender do exclusivismo individual.

Ainda não entendemos com profundidade que "o saber não é tudo; o importante é fazer e, para fazer, homem nenhum dispensa a colaboração e a boa vontade dos outros".

A importância e a superioridade que queremos dar à nossa participação, algumas vezes no próprio âmbito da tarefa doutrinária, é precisamente reflexo do nosso personalismo, da necessidade de reafirmação e da nossa vaidade. Não seremos nós que avaliaremos os resultados dos nossos trabalhos e aquilataremos a sua importância. O Plano Maior é que terá os meios de pesar os frutos do empreendimento social ou religioso ao nosso alcance, cuja relevância muitas vezes enfatizamos na nossa maneira apaixonada de ver as coisas.

Aquele que varre diariamente o chão, como sua parcela de auxílio, e nessa incumbência coloca todo o seu amor e desprendimento, poderá estar dando muito mais do que aquele que ensina por palavras, escreve páginas brilhantes ou exerce cargos de direcção. Como o personalismo tem prejudicado o avanço da Doutrina de Jesus! O que ainda vemos são as divergências típicas de colocações e de pontos de vista, de posições filosóficas e, em decorrência disso, as divisões, como se animosidades oferecessem algum resultado prático e objectivo. No tocante à Doutrina dos Espíritos, entendemos que a mesma dispensa defensores, zeladores ou guardas-de-honra; ela é verdadeira e evidente por si mesma. No entanto, precisa, sim, dos exemplos dos seus seguidores, para que seja cada vez mais respeitada pelos que não a conhecem. Diz-nos o próprio Codificador: "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para dominar suas más inclinações"

Esse ainda é um desafio, e se preferirem, um paradigma que pode muito bem qualificar aqueles que se dizem seus adeptos e que se colocam como seus ardorosos defensores ou líderes, mas que resvalam exactamente nas exacerbações do personalismo, esquecidos de aplicar o esforço próprio no domínio das más inclinações. Só pelos frutos do trabalho conjunto, mais irmanados e menos pretensiosos, portanto menos personalistas, é que valorizamos em conteúdo a nossa parcela de colaboração, porque primeiro precisamos nos amar para juntos nos instruir, como ensina o Espírito de Verdade. (Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo VI. O Cristo Consolador. O advento do Espírito de Verdade).
 
Peres, N P (1993). Manual Prático do espírita - Guia para a realização do auto-aprimoramento com base na doutrina dos espíritos. 9ª edição. Editora Pensamento. São Paulo, SP