Quando propomos realizar os nossos projectos e traçamos os nossos
objectivos, quase sempre temos definido em nossa mente e planificados todos os passos
e acções que nos irão levar a bom porto. Contudo, não temos todas as respostas
de como fazê-lo.
Por isso à medida que prosseguimos o nosso percurso há
algumas situações e atitudes que teremos de ter em conta, para que o nosso projecto
seja bem-sucedido, eis algumas:
- Não precisamos de saber tudo para iniciar, não
precisamos de ter todas as respostas, a grande parte delas surgem a meio do
percurso.
-
Colocar de lado proposta que atentem contra a
nossa dignidade, consciência e valores pessoais.
-
Não ter medo de optar por diferentes soluções
das idealizadas no projecto original.
- Somos os atores das nossas vidas e também somos
nós quem define o guião desse filme. É preciso agir e não se comportar como espectadora
da nossa própria peça.
-
Quem eu quero nessa viagem, tem de ser bem claro.
Se formos mal acompanhados poderemos entrar em caminhos sem retorno.
-
A taça da glória do nosso não vem de mão beijada
nem cai do céu. Muitas vezes as dúvidas e a vontade de não prosseguir surgirão
como mau tempo que precisaremos enfrentar. Nunca devemos perder de vista os
propósitos que nos conduziram a esta jornada e neles termos as forças para
prosseguir na hora da tempestade.
-
As críticas externas e negativas não nos
devem nem podem deitar abaixo. Para não levarmos uma vida banal e corriqueira
precisamos de fazer escolhas ousadas e contra o fluxo comum.
-
Ter pessoas de sucesso como inspiração. Admirar,
copiar, inspirar-se, aprender com os próprios erros e, se for possível, abordar
essas pessoas e questioná-las de como fizeram. Procurar uma aprendizagem
constante com aqueles que passaram pela mesma jornada e não se detiveram no
caminho.
- Nada de lamentações melancólicas quando nos
comparamos com o sucesso alheio. A inveja e autocomiseração e autopiedade são
armadilhas onde não se pode cair. Caso a comparação se torne inevitável, ao
menos que sirva para nos que seja para encorajar a pensarmos e dizermos a nós
mesmos com convicção: eu também sou capaz.
-
Esta vida é demasiado curta para que nos
tornemos escravizados pelo medo.
Todos os viajantes sentem medo ao percorrerem
terras estranhas. Uns se acovardam e acabam não saindo do próprio quintal.
Outros encorajam-se por saberem que, ao ficarem parados, de fato, não correm o
risco de viver na mediocridade, porque isso será uma certeza, como dois e dois serem
quatro.
Então, deparamo-nos com a hipótese de que entre a certeza da mediocridade e
o risco de sair em busca de seu próprio destino há algo muito importante que é completamente pessoal.
Trata-se dessa compreensão e dessa nova
percepção de que o risco deixa de constituir um problema, tornando-nos frágeis
e, passa a ser encarado como uma possibilidade, tornando-se sim. em uma grande oportunidade de crescimento pessoal.



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