A Racionalização
Tal acomodação ao conflito é o que chamamos de racionalização. São exemplos de racionalização: um rapaz que viaja de graça num autocarro e procura várias justificativas para seu ato como “a passagem é muito cara”, “a empresa já tem muito dinheiro”, “eu pago passagem todo dia, um dia a menos não vai fazer diferença”, “o autocarro está superlotado, não vou passar pela borboleta, vou ficar aqui mesmo”; outro exemplo seria um aluno que, não conseguindo responder a uma questão, diz “isso não é interessante de saber mesmo”, “não respondi porque não tive tempo de estudar, pois lá em casa fazem muito barulho”; outro exemplo ainda é alguém que não consegue algo que deseja e logo se justifica dizendo que, na verdade, não queria aquilo; ou um rapaz que foi dispensado por uma garota, da qual estava a fim, logo diz “ela nem era tão boa assim, era até feia, não sei como fui gostar dela”.
A racionalização sobre algum fato não é apenas uma simples “explicação”, ela envolve um conjunto complexo de “explicações”, evitando assim ataques, ou seja, se uma for destruída haverá outra para substitui-la. O que difere a racionalização da dissimulação é o fato de que tais “explicações” não são simples mentiras, geralmente não estamos em boas condições e nem temos a intenção de enganar, simplesmente não estamos conscientes das deformações em nosso pensamento. Ela também pode ser confundida com a razão, apesar de não existir uma linha muito clara que diferencie as duas, e de que a razão também pode ser influenciada por fatores emocionais e motivacionais, na racionalização há uma nítida preocupação em justificar a si mesmo; consequentemente tomamos uma atitude agressiva contra os contestadores de tais “explicações”, uma vez que são as defesas de nosso ego.
Wikipedia
A Racionalização é o mecanismo de evasão de maior gravidade do ego
A racionalização é o mecanismo de fuga de maior gravidade do
ego, por buscar justificar o erro
mediante aparentes motivos justos, que degeneram o senso crítico, de
integridade moral, assumindo posturas equivocadas e perniciosas. Sempre há uma razão pra creditar-se
favoravelmente os atos, mesmo os mais irrefletidos e graves, através das razões
apresentadas, que não são legítimas. Essa dicotomia – o que se justifica e o
que se é – torna-se um mecanismo perturbador, por negar-se o real a favor do
que se imagina.
As razões legítimas dos hábitos e condutas são mascaradas
por alegações falsas. Por não admitir o que prefere fazer ou ser, e se tem em
conta de que é errado, assume-se a máscara egóicas da racionalização.
Porém, existem recursos contra o mecanismo de
racionalização.
Somente uma vontade severa e nobre, exercendo sua força
sobre os mecanismos de evasão, para preservar o equilíbrio entre a razão e o
intelecto com a emoção do bem e do justo, propondo o ajustamento psicológico do
ser.
Franco, D. P. (2000) O
ser consciente. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL, 8ª Edição. Salvador, BA


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