segunda-feira, 2 de julho de 2012

queixa


A queixa, como ferrugem na engrenagem do psiquismo, é cruel verdugo de quem a cultiva.

Permanecendo na infância psicológica, aquele que de tudo se queixa tem a personalidade desestruturada, permanecendo sob constantes bombardeios do pessimismo, do azedume e dos raios destruidores da mente rebelde.

A queixa de que se faz portador é reação mental e emocional patológica, refletindo-lhe a insegurança e a perturbação, responsáveis pelas ocorrências negativas que procura ignorar ou escamotear.

Ocultando os conflitos perturbadores, transfere para as demais pessoas as causas dos seus insucessos, sem conseguir enuncia-las porque destituídas de lógica, passando as acusações para os tempos nos quais vive, as autoridades governamentais, a má sorte, os fados perversos, assim acalmando-se e tornando-se vítima, no que se compraz.

FRANCO, Divaldo Pereira (2000). O ser consciente. Pelo Espírito Joanna de Ângelis.  8ª edição, LEAL Editora. Salvador, BA

1 comentário:

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