A teoria da inteligência emocional é um verdadeiro mantra
da liderança. A forma como lidamos
com as nossas emoções, atitudes e relacionamentos é capaz de dizer mais
precisamente como agimos diante das situações profissionais, e isso importa
muito mais do que testes padronizados.
Veja então o que diz Daniel Goleman numa entrevista exclusiva que deu à Revista Administradores.
RA: Você diria que é possível motivar ou desenvolver
empatia a partir de uma motivação puramente interna, ou é necessária uma força
externa?
DG: Na verdade, a melhor motivação para desenvolver força mental e inteligência emocional é interna; você tem que ter o desejo de melhorar. Por exemplo, a empatia social, sua habilidade de compreender o ponto de vista ou perspetiva de outra pessoa e assim sentir o que ela está sentindo. Você pode receber mensagens sutis do mundo externo dizendo que você não é tão bom nisso quanto precisa, mas então só depende de você decidir o quanto se importa e o quanto está disposto a fazer para melhorar nesse aspeto.
DG: Na verdade, a melhor motivação para desenvolver força mental e inteligência emocional é interna; você tem que ter o desejo de melhorar. Por exemplo, a empatia social, sua habilidade de compreender o ponto de vista ou perspetiva de outra pessoa e assim sentir o que ela está sentindo. Você pode receber mensagens sutis do mundo externo dizendo que você não é tão bom nisso quanto precisa, mas então só depende de você decidir o quanto se importa e o quanto está disposto a fazer para melhorar nesse aspeto.
Somente motivado você pode
desenvolver intencionalmente a sua força mental e a inteligência emocional.
Como podemos desenvolver a nossa inteligência
emocional?
Existem cinco passos. Primeiro você tem que se perguntar: "Isso é realmente importante para mim?". Você tem que estar motivado, tem que visualizar seus objetivos, analisar seus valores e aonde você quer chegar na vida e na carreira. Se você responder a essa primeira pergunta, parta para o segundo passo: uma análise de 360 graus, como o ESCI (sigla em inglês para Inventário de Competências Emocionais e Sociais), assim conseguindo uma avaliação honesta.
Existem cinco passos. Primeiro você tem que se perguntar: "Isso é realmente importante para mim?". Você tem que estar motivado, tem que visualizar seus objetivos, analisar seus valores e aonde você quer chegar na vida e na carreira. Se você responder a essa primeira pergunta, parta para o segundo passo: uma análise de 360 graus, como o ESCI (sigla em inglês para Inventário de Competências Emocionais e Sociais), assim conseguindo uma avaliação honesta.
Quando nos avaliamos, nossa visão pode ser distorcida
pelos nossos pontos cegos. Mas em 360º de ângulo de visão, uma pessoa recolhe confidencialmente e
anonimamente as opiniões de pessoas que ela respeita, chegando a uma média. O
terceiro passo é olhar para esses resultados e identificar as suas habilidades
de inteligência emocional e autoconsciência: a maneira que a pessoa se administra,
como empatiza com as outras pessoas, como a pessoa forma relações, sua persuasão,
cooperação e capacidade de trabalho em equipa.
Onde quer que seja, identifique a área na qual você
acredita que vale a pena o seu tempo e esforço para melhorar. Aí você
estabelece um plano de mudança, um contrato consigo mesmo sobre um
comportamento específico que você tentará mudar, como parar e ouvir atentamente
o que está sendo dito, compreender completamente o que você está pensando antes
de falar. Em um diálogo, isso melhora bastante a sua empatia. O quinto passo é
tentar seguir este comportamento em todas as oportunidades que se apresentarem.
Se você fizer isso durante três e seis meses, verá que as pessoas começarão a
reagir e notará a sua melhora.



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